Fofoca, implicância, bullying, furtos e até assédio moral causam evasão de funcionários e reduzem a produtividade
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
O boato de que estava grávida se espalhou rapidamente pela empresa. A auxiliar administrativa, que teve o nome preservado, apenas ficou sabendo da fofoca que corria pelos corredores da firma quando os colegas começaram a parabenizá-la pela “vinda da cegonha”. A situação, aparentemente engraçada, ocasionou constrangimento à mulher. Não sendo verdade, ela procurou o “fofoqueiro”, conversou com ele e deu um basta na situação.
O final da história, no entanto, não foi tão feliz para o “leva e traz”. A invenção da fofoca, a princípio sem nenhum motivo aparente, assim como outras condutas pouco salutares ao ambiente de trabalho, acarretaram a demissão dele.
“A fofoca é uma prática que nunca vai acabar”, afirma a psicóloga Liana Esmeraldo, elencando insegurança e ciúmes como alguns dos motivos para a disseminação do boato. Mas não só essa atitude gera constrangimento entre colegas de trabalho. Implicância, bullying, furtos e até assédio moral ocasionam insatisfação, evasão e diminuição do rendimento do funcionário, causando prejuízos para a equipe e para a empresa.
“Quem sofre bullying se desmotiva e produz menos”, destaca a analista de Recursos Humanos, Danielle Aragão. “Já o furto gera a intimidação da vítima, que se sente indefesa, vulnerável, não sabe o que fazer.”
Entre colegas, a situação pode ser mais facilmente resolvida. Se o bullying ou a implicância, no entanto, partem da chefia em relação aos subordinados, o problema tende a ser mais grave, como aconteceu com a copeira que preferiu não se identificar.
Tanto ela como os outros profissionais do mesmo setor da empresa sofriam humilhações por parte da supervisora. Após diversas reclamações, foi configurado o assédio moral (quando há abuso de poder hierárquico), e a ofensora foi demitida. “Tínhamos medo dela. Algumas pessoas choravam, passavam mal quando ela estava perto. Agora tudo melhorou”, afirma a funcionária.
Cultura empresarial
A demissão não é a única forma de resolver os problemas internos da empresa. Danielle Aragão destaca que, mais eficaz que o simples desligamento do funcionário, é a disseminação de uma cultura empresarial baseada na ética e no respeito. “A empresa é como uma casa. Se quem já se encontra nela respeita suas regras, os novatos, a partir do exemplo dos veteranos, também respeitarão".
O treinamento de lideranças, orientando os gestores a se aproximarem e conhecerem as equipes com as quais trabalham, assim como a promoção de momentos de integração entre os funcionários, facilitam o diagnóstico do problema e sua consequente solução.
Liana Esmeraldo afirma que é necessário também que os integrantes da companhia tenham um espaço de amparo psicológico, como um setor de RH ou o acompanhamento de profissionais do ramo.
A psicóloga explica que, independentemente do tamanho da empresa, códigos de conduta servem para que os funcionários saibam de seus direitos e dos meios de defesa contra situações desagradáveis no trabalho. Conversar, orientar e alertar sobre as normas da empresa são as primeiras medidas a serem tomadas, nos casos mais leves.
O QUE DIZ A LEI
A empresa pode ser prejudicada por implicância entre funcionários
1. Quando a implicância, a fofoca e o bullying ultrapassam os limites da brincadeira e atingem a honra ou a moral da pessoa ofendida, a vítima pode recorrer às instâncias judiciais para a resolução do problema.
2. No âmbito civil, é possível pleitear indenização por danos morais. No âmbito criminal, o ofensor pode ser condenado por calúnia, difamação ou injúria (arts. 138 a 140 do Código Penal Brasileiro), sofrendo pena de detenção de um mês a dois anos, dependendo do crime, e/ou multa. A legislação penal também tipifica o furto (art. 155), cuja sanção é de um a quatro anos de reclusão e multa. Em determinadas instituições, é possível a instauração de processo administrativo.
3. O funcionário também pode recorrer à Justiça do Trabalho, como no caso do assédio moral. Quem responde ao processo, no entanto, é a instituição empregadora, como explica a advogada Giovanna Santiago: “No âmbito trabalhista, a empresa responde pelas ações de seus funcionários. É como se as condutas praticadas por gerentes e pessoas em cargos de chefia fossem cometidas pela própria empresa”.
4. Para evitar que pequenos problemas ganhem enormes proporções é que Danielle Aragão destaca a necessidade da precaução. “Hoje nos preocupamos muito em resolver o problema, mas é igualmente importante utilizar medidas preventivas, deixando clara a cultura da empresa, para que situações desagradáveis no trabalho não aconteçam. Tudo o que ocorre entre os funcionários reflete na imagem da firma.”
segunda-feira, 19 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
TURISMO. Viajar para o Exterior é mais vantajoso durante a Copa
Procura por pacotes de viagem durante a Copa do Mundo tem aumentado. Visitar um destino nacional no período chega a ser quatro vezes mais caro que um internacional
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
| Brena Pessoa (em pé, de branco), a tia, a avó e o pai. Viagem planejada para Miami (EUA) durante a Copa. Foto: Álbum pessoal |
O mercado do turismo está aquecido. Devido à proximidade da Copa do Mundo, agências de viagens ofertam pacotes nacionais e internacionais a preços variados. Quem deseja acompanhar os jogos de perto, visitando as cidades-sede no período, pode desembolsar quatro vezes mais que se escolhesse “fugir” do evento esportivo e viajar para fora do País.
Apaixonados por futebol, os irmãos Denise Mota, 20, e Pedro Ítalo Mota, 22, não pensaram duas vezes antes de planejar a viagem de um mês para a Europa. A ida, marcada para o dia 2 de julho, impede que os universitários assistam à final da Copa no País, mas não é empecilho para que a torcida continue lá fora.
“A final da Copa não foi suficiente para desistirmos de viajar. Os jogos a gente assiste por lá mesmo”, diz Denise. Paris, Londres e Berlim são algumas das cidades que os irmãos visitarão. Excluindo as passagens aéreas e os seguros, a excursão custou, para cada um, cerca de R$ 10 mil.
O período de férias e o verão propiciaram a escolha da viagem no período, motivos que Ricardo Fusco, diretor da agência Aldeia Mundo, atribui como uns dos mais relatados pelos que procuram sair do País durante os jogos. “As pessoas estão fugindo da Copa”, afirma, ressaltando que a estabilização dos preços para visitar um destino internacional ocasionou um aumento da demanda.
O valor de uma viagem durante a Copa do Mundo pode variar consideravelmente, dependendo do destino: visitar as cidades-sede dos jogos pode custar quatro vezes mais que uma viagem para fora do Brasil. Segundo levantamento feito pelo O POVO, partir de Fortaleza para Buenos Aires em 12 de junho, dia da abertura dos jogos, e retornar duas semanas depois, gira em torno de R$ 2 mil. Nas mesmas condições, uma viagem para Recife custaria R$ 8 mil, incluindo somente o preço das passagens aéreas e da hospedagem.
A valorização dos destinos nacionais impulsionou a procura pelos internacionais, como explica a agente de viagens da Casablanca Turismo, Renata Almeida. “A saída do Brasil na Copa é uma relação de custo-benefício. O preço não diminuiu, mas também não chega a ser tão caro como na alta estação”.
Custos
Em vez de viajar em agosto ou setembro, quando os valores são menores, o brasileiro viu a possibilidade de combinar a partida com as férias, sem precisar, por isso, faltar ao trabalho. Brena Pessoa, 24, irá realizar um cruzeiro em Miami (EUA) com o pai, a avó e uma tia. Para conseguir um preço mais acessível, a viagem foi planejada com antecedência.
“Não queríamos ficar para a Copa e escolhemos um destino internacional por ser praticamente o mesmo preço de um nacional”, diz Brena. Um pacote de 14 dias para Miami, com passagens e hospedagem, custa R$ 3.960,98. Se a viagem for para Salvador, o preço é de R$ 3.271,08.
Outras cidades-sede também estão valorizadas, como é o caso do Rio de Janeiro - R$ 7 mil. Para ir a Paris, o turista brasileiro economizaria cerca de R$ 1.500, viajando por uma média de R$ 5.500,00.
A diferença de preços não significa que a procura por viagens locais tenha diminuído. Renata Almeida destaca uma elevada demanda para visitar cidades que não sediarão jogos.
A agente destaca, entretanto, que os valores das viagens internas e externas não devem diminuir. O turista que iniciar o planejamento este mês pode conseguir ofertas até 10% mais caras em relação ao preço oferecido em fevereiro/março.
MOEDAS ESTRANGEIRAS
Casas de câmbio têm aumento na procura
A demanda de quem vai viajar para fora do País em junho e julho afetou diretamente na oferta de moedas estrangeiras. Casas de câmbio e bancos têm sentido uma procura maior que o comum, como afirma o gerente da Western Union de Fortaleza, Adoniran Rodrigues. “A demanda de abril superou as nossas expectativas. Tivemos um aumento de 60% em relação ao mês anterior”.
O operador de câmbio da Ceará Travel, Marcelo Vieira, reitera a procura atípica e atribui à “fuga da Copa” um dos fatores para a redução da oferta de moeda estrangeira no mercado em maio, uma vez que grande parte dos que desejam sair do País no período realizaram a troca com antecedência.
Quem deseja comprar euro no Banco do Brasil terá de esperar. Em abril, a instituição financeira recebeu demanda pela moeda em espécie acima da média histórica dos meses anteriores, o que provocou o esgotamento do saldo, segundo informou a assessoria de imprensa. Até o fim de maio, a oferta de euro deve ser restabelecida.
DESTINOS*
NÚMEROS
4 vezes mais caro pode ser a viagem nacional em relação a uma internacional
8 mil é o preço de uma viagem a Recife no período da Copa
Links: http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2014/05/17/noticiasjornaleconomia,3252079/viajar-para-o-exterior-e-mais-vantajoso-durante-a-copa.shtml
http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2014/05/17/noticiasjornaleconomia,3252085/casas-de-cambio-tem-aumento-na-procura.shtml
Apaixonados por futebol, os irmãos Denise Mota, 20, e Pedro Ítalo Mota, 22, não pensaram duas vezes antes de planejar a viagem de um mês para a Europa. A ida, marcada para o dia 2 de julho, impede que os universitários assistam à final da Copa no País, mas não é empecilho para que a torcida continue lá fora.
“A final da Copa não foi suficiente para desistirmos de viajar. Os jogos a gente assiste por lá mesmo”, diz Denise. Paris, Londres e Berlim são algumas das cidades que os irmãos visitarão. Excluindo as passagens aéreas e os seguros, a excursão custou, para cada um, cerca de R$ 10 mil.
O período de férias e o verão propiciaram a escolha da viagem no período, motivos que Ricardo Fusco, diretor da agência Aldeia Mundo, atribui como uns dos mais relatados pelos que procuram sair do País durante os jogos. “As pessoas estão fugindo da Copa”, afirma, ressaltando que a estabilização dos preços para visitar um destino internacional ocasionou um aumento da demanda.
O valor de uma viagem durante a Copa do Mundo pode variar consideravelmente, dependendo do destino: visitar as cidades-sede dos jogos pode custar quatro vezes mais que uma viagem para fora do Brasil. Segundo levantamento feito pelo O POVO, partir de Fortaleza para Buenos Aires em 12 de junho, dia da abertura dos jogos, e retornar duas semanas depois, gira em torno de R$ 2 mil. Nas mesmas condições, uma viagem para Recife custaria R$ 8 mil, incluindo somente o preço das passagens aéreas e da hospedagem.
A valorização dos destinos nacionais impulsionou a procura pelos internacionais, como explica a agente de viagens da Casablanca Turismo, Renata Almeida. “A saída do Brasil na Copa é uma relação de custo-benefício. O preço não diminuiu, mas também não chega a ser tão caro como na alta estação”.
Custos
Em vez de viajar em agosto ou setembro, quando os valores são menores, o brasileiro viu a possibilidade de combinar a partida com as férias, sem precisar, por isso, faltar ao trabalho. Brena Pessoa, 24, irá realizar um cruzeiro em Miami (EUA) com o pai, a avó e uma tia. Para conseguir um preço mais acessível, a viagem foi planejada com antecedência.
“Não queríamos ficar para a Copa e escolhemos um destino internacional por ser praticamente o mesmo preço de um nacional”, diz Brena. Um pacote de 14 dias para Miami, com passagens e hospedagem, custa R$ 3.960,98. Se a viagem for para Salvador, o preço é de R$ 3.271,08.
Outras cidades-sede também estão valorizadas, como é o caso do Rio de Janeiro - R$ 7 mil. Para ir a Paris, o turista brasileiro economizaria cerca de R$ 1.500, viajando por uma média de R$ 5.500,00.
A diferença de preços não significa que a procura por viagens locais tenha diminuído. Renata Almeida destaca uma elevada demanda para visitar cidades que não sediarão jogos.
A agente destaca, entretanto, que os valores das viagens internas e externas não devem diminuir. O turista que iniciar o planejamento este mês pode conseguir ofertas até 10% mais caras em relação ao preço oferecido em fevereiro/março.
MOEDAS ESTRANGEIRAS
Casas de câmbio têm aumento na procura
A demanda de quem vai viajar para fora do País em junho e julho afetou diretamente na oferta de moedas estrangeiras. Casas de câmbio e bancos têm sentido uma procura maior que o comum, como afirma o gerente da Western Union de Fortaleza, Adoniran Rodrigues. “A demanda de abril superou as nossas expectativas. Tivemos um aumento de 60% em relação ao mês anterior”.
O operador de câmbio da Ceará Travel, Marcelo Vieira, reitera a procura atípica e atribui à “fuga da Copa” um dos fatores para a redução da oferta de moeda estrangeira no mercado em maio, uma vez que grande parte dos que desejam sair do País no período realizaram a troca com antecedência.
Quem deseja comprar euro no Banco do Brasil terá de esperar. Em abril, a instituição financeira recebeu demanda pela moeda em espécie acima da média histórica dos meses anteriores, o que provocou o esgotamento do saldo, segundo informou a assessoria de imprensa. Até o fim de maio, a oferta de euro deve ser restabelecida.
DESTINOS*
1. Recife
R$ 8.224,21
2. Rio de Janeiro
R$ 6.959,61
3. Nova York (EUA)
R$ 5.904,42
4. Paris (FRA)
R$ 5.660,21
5. Miami
R$ 3.960,98
6. Salvador
R$ 3.271,08
7. Buenos Aires (ARG)
R$ 2.358,27
8. São Paulo
R$ 2.097,04
*Consulta realizada no dia 16/5/2014, no site CVC Viagens. Os preços incluem passagens aéreas e hospedagem com ou sem café da manhã entre os dias 12 de junho e 26 de junho de 2014. Ofertas mais baratas disponíveis no site. Preço por pessoa
R$ 8.224,21
2. Rio de Janeiro
R$ 6.959,61
3. Nova York (EUA)
R$ 5.904,42
4. Paris (FRA)
R$ 5.660,21
5. Miami
R$ 3.960,98
6. Salvador
R$ 3.271,08
7. Buenos Aires (ARG)
R$ 2.358,27
8. São Paulo
R$ 2.097,04
*Consulta realizada no dia 16/5/2014, no site CVC Viagens. Os preços incluem passagens aéreas e hospedagem com ou sem café da manhã entre os dias 12 de junho e 26 de junho de 2014. Ofertas mais baratas disponíveis no site. Preço por pessoa
NÚMEROS
4 vezes mais caro pode ser a viagem nacional em relação a uma internacional
8 mil é o preço de uma viagem a Recife no período da Copa
Links: http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2014/05/17/noticiasjornaleconomia,3252079/viajar-para-o-exterior-e-mais-vantajoso-durante-a-copa.shtml
http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2014/05/17/noticiasjornaleconomia,3252085/casas-de-cambio-tem-aumento-na-procura.shtml
quarta-feira, 30 de abril de 2014
PERSONAGENS DA CIDADE. Meu carro, minha renda
Profissionais deixam as carreiras que iniciaram para atuar no ramo de alimentos. O carro é um parceiro
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
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| Antônio Almeida deixou o ramo de técnico em segurança do trabalho para vender cachorro-quente na traseira de um Gol 2006. Foto: Camila de Almeida |
Há um ano, a autônoma fez um investimento de cerca de R$ 12 mil, incluindo a compra do carro e o equipamento para a elaboração dos lanches. O automóvel também é a locomoção própria e de grupos de pessoas aos fins de semana. “Escolhi uma Kombi em função do tamanho e da facilidade de deslocamento dos produtos. Sempre que posso, viajo com a família para a Praia da Caponga (Litoral Leste) ou outros lugares”, conta.
Antes de trabalhar com o veículo, Maria Jocélia já teve experiência com o comércio alimentício. Ela afirma que a Kombi favorece a venda, já que não ocupa o espaço da calçada, como ocorre com algumas barraquinhas.
O espaço do automóvel também é vantajoso: durante a semana, com os assentos desmontados, cabem a chapa onde são feitos os sanduíches e os alimentos, e, aos sábados e domingos, os bancos são postos de volta para a acomodação de pessoas. “Não fiz mudanças fixas no carro para poder utilizá-lo de outras formas”, afirma a autônoma.
Pausa do lanche
O bagageiro levantado do Gol ano 2006 releva a quem passa a especialidade de Antônio Almeida, 33: o cachorro-quente. Na porta de uma instituição de ensino superior, o técnico em segurança do trabalho enfrenta o movimento dos estudantes das 6h30min às 10h.
A antiga profissão ele deixou de lado. Resolveu “fazer o que gosta” e investir no ramo de alimentos. Fez um investimento de cerca de R$ 600 para a adaptação da traseira do carro e esse se tornou seu ganha-pão. “Com o meu trabalho e o da minha esposa, conseguimos sustentar a família tranquilamente”.
O desejo de abrir um negócio próprio se concretizou há um ano e meio. De lá para cá, a rotina de Almeida – como é conhecido pela clientela –, começa às 4h30min, quando monta os hot dogs, e termina às 20h30min, após o “expediente” noturno em outro ponto.
Segundo ele, o atual desafio é lidar com a concorrência. “Quando cheguei no ‘ponto’ da manhã, havia dois outros carros. Hoje, já são cinco”. Apesar disso, Almeida não pensa em desistir. Os planos são aumentar a variedade dos lanches.
Contra a depressão
Rosangela dos Santos Freire, 57, resolveu abandonar a tristeza e seguir o conselho da filha: trabalhar. Um ano atrás, ela não estava exercendo a profissão de pedagoga e se encontrava com depressão. Quando a “necessidade” e a oportunidade surgiram, Rosangela resolveu mudar de vida.
Junto com o marido Antônio Ariovaldo Freire, 59, iniciaram o planejamento do novo trabalho. Abriram espaço no porta-malas do Renault Duster 2013 para a organização do cardápio: salgados, sucos, sanduíches, bolos, tapiocas, refrigerantes. O sustento da família vem do rendimento das vendas de lanche e da aposentadoria do esposo.
Rosangela conta que, no início, houve certo receio em trabalhar no ramo, mas hoje afirma estar realizada. “Sempre vivemos bem, e trabalhar com isso, nesse momento, foi muito bom para mim. Percebi que todo trabalho é digno”, diz.
O modelo do carro chama a atenção, mas o atrativo de clientes está nas novidades. “Quando chegamos aqui, trouxemos minipizza, que era um produto diferente”, afirma a pedagoga. A combinação de um sanduíche com um copo de suco não passa de R$ 2,50. “O que ganho é suficiente para o sustento da família, inclusive de um filho que estuda na China, além de poder ajudar a minha filha, que já é casada”. (Andressa Bittencourt, especial para O POVO)
domingo, 20 de abril de 2014
Os poderes do coaching
Processo de autoconhecimento e aceleração de resultados promete melhorar a forma de alcançar objetivos
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
O coaching é um processo de autoconhecimento, desenvolvimento de objetivos e aceleração de resultados. Segundo Marcos Tito, sócio-diretor da MT Coaching, a ferramenta pode ser utilizada individualmente ou dentro das empresas. “Há um acordo entre o coach (especialista) e o coachee (cliente) sobre o que este quer realizar e construir a longo e médio prazo até o fim do processo”.
Autogestão, finanças pessoais, carreira e negócios são alguns dos aspectos trabalhados pelo coaching. O treinamento pode durar em média 6 meses, em um ciclo que varia entre 10 e 12 sessões, além de poder ser feito em seminários de 10h. O advogado Cláudio Albuquerque participou de um ciclo de coaching integral sistêmico durante um fim de semana e afirma ter valido a pena o investimento: “Descobri coisas sobre mim mesmo, meus potenciais. Aprendi a traçar objetivos e saí mais confiante”.
No Ceará, a procura pelo coaching tem aumentado, como explica Marcos Tito: “Fizemos parcerias com o Instituto Brasileiro de Coaching devido ao aquecimento do mercado. Aqui tem uma cena tem muito forte de pessoas interessadas em fazer cursos de coaching ou se tornarem coachs”.
Não é autoajuda
A presidente do Instituto de Inteligência Emocional do Brasil, Valéria Abreu, explica que o coaching não se confunde com a autoajuda, que é o processo de desenvolvimento pessoal a partir do exemplo do outro. “Não se trata tampouco de terapia.
O trabalho do coach é feito com metodologia científica, com base em princípios da neurociência, psicologia positiva e inteligência emocional. A pessoa é capacitada a perceber a sua personalidade e o seu comportamento, tendo poder real sobre si, a fim de alcançar resultados mais próximos ao que deseja”.
Segundo a master coach, devido à vinda tardia do coaching para o Norte e o Nordeste do País, houve uma abordagem diferente do processo no início de sua propagação. Enquanto no Sul e no Sudeste, o coaching se difundiu mais profundamente dentro das empresas, aqui houve uma “confusão de conceitos”, tendo sido a ferramenta utilizada de forma mais “emocional”.
“O coaching era mal visto aqui, pois muitos profissionais misturavam o processo com a autoajuda, de modo irresponsável. Dessa forma, os objetivos não eram alcançados e as pessoas chegavam a pensar que os profissionais do coach só queriam ganhar dinheiro”, diz.
Embora atualmente o cenário seja outro, Valéria mantém a ressalva de que o coaching deve ser feito com profissionais conceituados. “O coaching não faz milagres. É um trabalho sério de autoconhecimento a partir da autogestão”.
GESTÃO
Empresas cearenses aumentam investimento
De acordo com Valéria Abreu, no mercado cearense há uma tendência à ampliação do coaching corporativo. “A proposta é intervir no ambiente de trabalho a partir de si mesmo. Os grandes grupos procuram usar a ferramenta como apoio no desenvolvimento de líderes”.
A empresa Lima Transportes realizou um programa de coaching para os gerentes e diretores. “Conseguimos lideranças mais envolvidas, com mais foco no trabalho, conhecendo suas limitações e definindo planos de atuação”, explica a gerente de RH Fabíola Cardoso Xavier. Com foco na gestão corporativa, a companhia pretende implantar programas de coaching individuais, a fim de desenvolver competências específicas dos empregados.
O grupo BSPAR está com processo de coaching em andamento, com a participação de cerca de 20 funcionários. “Percebemos a necessidade de desenvolvimento e potencialização de competências, para elevar a performance dos nossos líderes”, diz Verônica Ramos, gerente de Desenvolvimento de Talentos
do Grupo.
Ela afirma que a expectativa é de que, ao final do curso, habilidades de liderança, relações interpessoais e resultados práticos para a organização sejam alcançados.
Segundo Marcos Tito, nos encontros de coaching em grupo, são trabalhados aspectos e temas corporativos, fazendo com que as empresas se apoderem de ferramentas e apliquem-nas internamente, visando à alta performance no trabalho.(AB)
DICIONÁRIO
Autoajuda: Desenvolvimento do “eu” a partir do exemplo do “outro”.
Coaching: Desenvolvimento do “eu” a partir do olhar sobre si mesmo. Visa ao autoconhecimento, autogestão e alcance de metas.
Coach: É o profissional credenciado que conduz o processo de coaching, usando metodologia, conceitos e ferramentas.
Coachee: É a pessoa que utiliza o serviço do coach, o cliente que será conduzido do ponto A ao ponto B.
Fonte: Febracis e YBR Coaching
DICAS
O coaching demanda investimento. Cursos com 10 a 12 encontros custam entre R$ 2.000 e R$ 2.500. Mas quem se interessa pelo assunto e deseja conhecer mais sobre o processo pode optar por opções mais baratas.
1. Treinamentos menores, como seminários de 10h, custam em média R$ 1.000. São focados, geralmente, em liderança, gestão e autoconhecimento;
2. Comprar livros sobre coaching, aprofundando o conhecimento nas leituras;
3. Acessar vídeos gratuitos na internet. No Youtube, é possível assistir a sessões, palestras e explicações sobre o assunto.
NÚMEROS
12 encontros é a duração da maioria dos cursos de coaching
1 mil reais é o custo médio para treinamentos com 10 horas
http://www.opovo.com.br/app/ opovo/vidaetrabalho/2014/04/ 19/ noticiasjornalvidaetrabalho, 3238880/empresas-cearenses- aumentam-investimento.shtml
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
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| Profissionais liberais e empresas têm investido em cursos de coaching para, por meio do autoconhecimento, acelerar resultados. Foto: Divulgação |
A médica Domitilha Maria Coelho nunca havia ouvido falar do termo “coaching” (do inglês “coach”, treinador) antes de conversar com colegas que participaram de seminários sobre o assunto. Resolveu fazer um curso e se surpreendeu com os resultados. “As pessoas estão notando que eu estou diferente. O coaching me fez mudar a forma de pensar, a gente presta mais atenção nos relacionamentos com as pessoas”.
O coaching é um processo de autoconhecimento, desenvolvimento de objetivos e aceleração de resultados. Segundo Marcos Tito, sócio-diretor da MT Coaching, a ferramenta pode ser utilizada individualmente ou dentro das empresas. “Há um acordo entre o coach (especialista) e o coachee (cliente) sobre o que este quer realizar e construir a longo e médio prazo até o fim do processo”.
Autogestão, finanças pessoais, carreira e negócios são alguns dos aspectos trabalhados pelo coaching. O treinamento pode durar em média 6 meses, em um ciclo que varia entre 10 e 12 sessões, além de poder ser feito em seminários de 10h. O advogado Cláudio Albuquerque participou de um ciclo de coaching integral sistêmico durante um fim de semana e afirma ter valido a pena o investimento: “Descobri coisas sobre mim mesmo, meus potenciais. Aprendi a traçar objetivos e saí mais confiante”.
No Ceará, a procura pelo coaching tem aumentado, como explica Marcos Tito: “Fizemos parcerias com o Instituto Brasileiro de Coaching devido ao aquecimento do mercado. Aqui tem uma cena tem muito forte de pessoas interessadas em fazer cursos de coaching ou se tornarem coachs”.
Não é autoajuda
A presidente do Instituto de Inteligência Emocional do Brasil, Valéria Abreu, explica que o coaching não se confunde com a autoajuda, que é o processo de desenvolvimento pessoal a partir do exemplo do outro. “Não se trata tampouco de terapia.
O trabalho do coach é feito com metodologia científica, com base em princípios da neurociência, psicologia positiva e inteligência emocional. A pessoa é capacitada a perceber a sua personalidade e o seu comportamento, tendo poder real sobre si, a fim de alcançar resultados mais próximos ao que deseja”.
Segundo a master coach, devido à vinda tardia do coaching para o Norte e o Nordeste do País, houve uma abordagem diferente do processo no início de sua propagação. Enquanto no Sul e no Sudeste, o coaching se difundiu mais profundamente dentro das empresas, aqui houve uma “confusão de conceitos”, tendo sido a ferramenta utilizada de forma mais “emocional”.
“O coaching era mal visto aqui, pois muitos profissionais misturavam o processo com a autoajuda, de modo irresponsável. Dessa forma, os objetivos não eram alcançados e as pessoas chegavam a pensar que os profissionais do coach só queriam ganhar dinheiro”, diz.
Embora atualmente o cenário seja outro, Valéria mantém a ressalva de que o coaching deve ser feito com profissionais conceituados. “O coaching não faz milagres. É um trabalho sério de autoconhecimento a partir da autogestão”.
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| Mercado cearense tende a uma ampliação do coaching corporativo. Foto: Divulgação |
Empresas cearenses aumentam investimento
De acordo com Valéria Abreu, no mercado cearense há uma tendência à ampliação do coaching corporativo. “A proposta é intervir no ambiente de trabalho a partir de si mesmo. Os grandes grupos procuram usar a ferramenta como apoio no desenvolvimento de líderes”.
A empresa Lima Transportes realizou um programa de coaching para os gerentes e diretores. “Conseguimos lideranças mais envolvidas, com mais foco no trabalho, conhecendo suas limitações e definindo planos de atuação”, explica a gerente de RH Fabíola Cardoso Xavier. Com foco na gestão corporativa, a companhia pretende implantar programas de coaching individuais, a fim de desenvolver competências específicas dos empregados.
O grupo BSPAR está com processo de coaching em andamento, com a participação de cerca de 20 funcionários. “Percebemos a necessidade de desenvolvimento e potencialização de competências, para elevar a performance dos nossos líderes”, diz Verônica Ramos, gerente de Desenvolvimento de Talentos
do Grupo.
Ela afirma que a expectativa é de que, ao final do curso, habilidades de liderança, relações interpessoais e resultados práticos para a organização sejam alcançados.
Segundo Marcos Tito, nos encontros de coaching em grupo, são trabalhados aspectos e temas corporativos, fazendo com que as empresas se apoderem de ferramentas e apliquem-nas internamente, visando à alta performance no trabalho.(AB)
DICIONÁRIO
Autoajuda: Desenvolvimento do “eu” a partir do exemplo do “outro”.
Coaching: Desenvolvimento do “eu” a partir do olhar sobre si mesmo. Visa ao autoconhecimento, autogestão e alcance de metas.
Coach: É o profissional credenciado que conduz o processo de coaching, usando metodologia, conceitos e ferramentas.
Coachee: É a pessoa que utiliza o serviço do coach, o cliente que será conduzido do ponto A ao ponto B.
Fonte: Febracis e YBR Coaching
DICAS
O coaching demanda investimento. Cursos com 10 a 12 encontros custam entre R$ 2.000 e R$ 2.500. Mas quem se interessa pelo assunto e deseja conhecer mais sobre o processo pode optar por opções mais baratas.
1. Treinamentos menores, como seminários de 10h, custam em média R$ 1.000. São focados, geralmente, em liderança, gestão e autoconhecimento;
2. Comprar livros sobre coaching, aprofundando o conhecimento nas leituras;
3. Acessar vídeos gratuitos na internet. No Youtube, é possível assistir a sessões, palestras e explicações sobre o assunto.
NÚMEROS
12 encontros é a duração da maioria dos cursos de coaching
1 mil reais é o custo médio para treinamentos com 10 horas
quinta-feira, 17 de abril de 2014
OVOS DE PÁSCOA. Lojas especializadas oferecem diversidade de produtos
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| A loja L'Atelier du Chotolat faz ovos por encomenda. Foto: Divulgação |
A variedade é grande, mas há quem dispense a compra nos supermercados em detrimento de marcas mais sofisticadas. A médica Elaine Pedrosa costuma presentear amigos e familiares com chocolates da marca Kopenhagen. “Muitas vezes custam o mesmo preço de marcas populares, mas têm qualidade superior”, diz.
Além de novidades com os sabores tiramissù e crème brûlée (350g a R$79,00 cada), a loja oferece cestas com diversos itens que chegam a custar mais de R$ 500. A Cesta Especial de Páscoa é ofertada a R$ 438,60, enquanto a Premium vale R$ 593,70.
Para quem procura presentear com preço mais em conta, a loja Cacau Show tem kits que variam de R$ 38,40 (cesta com 10 itens) até R$190,90 (17 itens). O ovo Clássico Trufa (350g) é oferecido a R$ 29,90.
Empresas especializadas em chocolate estão otimistas com a demanda deste ano. Bruna Luiza de Oliveira e Santos, chef de cozinha do L’Atelier du Chocolat, afirma que os pedidos tem movimentado a produção desde janeiro. “Esse ano a procura por ovos está mais intensa”. A marca, direcionada à confecção de chocolates por encomenda, oferece ovos de R$ 4 a R$ 65.
Além de novidades com os sabores tiramissù e crème brûlée (350g a R$79,00 cada), a loja oferece cestas com diversos itens que chegam a custar mais de R$ 500. A Cesta Especial de Páscoa é ofertada a R$ 438,60, enquanto a Premium vale R$ 593,70.
Para quem procura presentear com preço mais em conta, a loja Cacau Show tem kits que variam de R$ 38,40 (cesta com 10 itens) até R$190,90 (17 itens). O ovo Clássico Trufa (350g) é oferecido a R$ 29,90.
Empresas especializadas em chocolate estão otimistas com a demanda deste ano. Bruna Luiza de Oliveira e Santos, chef de cozinha do L’Atelier du Chocolat, afirma que os pedidos tem movimentado a produção desde janeiro. “Esse ano a procura por ovos está mais intensa”. A marca, direcionada à confecção de chocolates por encomenda, oferece ovos de R$ 4 a R$ 65.
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| Entre as novidades da Sucrée Patisserie está o Ovo de Farofa (350g, R$72). Foto: Edimar Soares |
A Sucrée Patisserie também traz novidades para o mercado de doces. O ovo de páscoa “regional”, feito com farinha d’água, castanhas caramelizadas e chocolate belga é o destaque deste ano, custando R$ 72 (350g). “Outra inovação são os chocolates diet e sem lactose”, diz a chef Lia Quinderé. (Andressa Bittencourt, especial para O POVO)
sexta-feira, 11 de abril de 2014
TOP OF MIND. Pesquisa aponta as marcas mais lembradas pelo cearense
Nona edição traz marcas de produtos e serviços que estão na cabeça dos consumidores. O POVO, Coca-Cola e Oi são algumas delas
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
“Qual a primeira marca que vem à sua cabeça quando se fala em...?” foi a pergunta feita a 602 residentes em Fortaleza, com 16 anos ou mais, acerca de 31 segmentos de produtos e serviços. A Top of Mind está na sua 9ª edição, tendo sido precedida pela pesquisa Marcas do Ceará, também feita pelo Instituto Datafolha, sob encomenda do Anuário do Ceará, e publicada em 2002 e 2004.
“A importância (da Top of Mind) é levantar as marcas que estão na cabeça e no coração dos pesquisados. É óbvio que os resultados apontam o sucesso das marcas e das empresas. Daí o grande interesse por eles”disse Fábio Campos, editor-geral do Anuário do Ceará.
Pelo 9° ano consecutivo, a Coca-Cola ocupa o posto “Top do Top”, sendo este ano, junto com a Omo, a marca mais lembrada entre todos os segmentos.
“Este resultado tem uma importância imensurável, pois coroa os investimentos crescentes que temos feito no mercado, o que demonstra que estamos no caminho certo”, afirma Bernardo Legey, vice-presidente Comercial da Solar Coca-Cola, engarrafadora do refrigerante no Nordeste.
Na categoria Comunicação, o jornal O POVO ocupou mais uma vez o primeiro lugar, com 58,2% de recall, cinco pontos percentuais a mais que na edição anterior.
O diretor geral do Instituto Datafolha, Mauro Paulino, explicou que todo o processo de avaliação passa primeiro pela lembrança do consumidor. “Esse é o conceito básico de marketing. Um crescimento na Top of Mind significa um resultado de sucesso”, diz.
Para a professora do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Ceará, Sílvia Belmino, a pesquisa impulsiona a melhoria das estratégias comunicacionais das empresas.
domingo, 6 de abril de 2014
AEROPORTO. Obra irá ampliar número de vagas no estacionamento
Plano de reforma prevê aumento de 589 vagas, o que deixará o local com capacidade para 1.437 carros. Obra tem previsão de início no segundo semestre
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
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| Estacionamento do aeroporto Pinto Martins ficará com mais de mil vagas para carro até o fim do segundo semestre. Foto: Tatiana Fortes |
As obras para ampliação do estacionamento do aeroporto Pinto Martins terão início no segundo semestre deste ano. A confirmação foi dada pela Infraero ( Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) que administra o aeroporto.
Segundo a Infraero, haverá a ampliação para mais 589 vagas. Com a modificação, o estacionamento terá capacidade para abrigar 1.437 carros, em uma área de cerca de 36.000 m². O estacionamento para motos permanece o mesmo, com 78 vagas reservadas.
A implantação das mudanças deveria ter ocorrido no início deste ano, de acordo com Termo de Referência do edital de concessão para o uso da área. O atraso, no entanto, não acarretou prejuízos para a Master Park, empresa responsável pela administração do estacionamento.
A Infraero aguarda, no momento, a realização de alterações no plano para posterior liberação e início das obras. Segundo comunicado da empresa pública, há também um conjunto de ações a serem implantadas no local para o melhor aproveitamento do espaço, como o remanejamento dos veículos de locadoras. Com isso, cerca de 300 vagas, dentre as já existentes, poderão ser usufruídas por usuários comuns.
Procurada para dar mais detalhes sobre o projeto, a Master Park não atendeu as ligações do O POVO até o fechamento da matéria.
Mudanças
Ainda estão previstas outras mudanças para o aeroporto Pinto Martins. A Infraero informou que, em breve, serão inaugurados dois novos quiosques de alimentação, um na praça de alimentação e outro próximo à parada de ônibus.
A nova sala de embarques receberá ainda cafeteria, livraria, quiosque de sorvete, choperia, máquinas de venda de produtos e cadeiras de massagem express. As negociações serão feitas por meio de contratos eventuais, e só posteriormente serão abertas as licitações para concessão a longo prazo dessas áreas.
NÚMEROS
848 é o número de vagas existentes hoje. Com ampliação passará a 1.437
Saiba mais
Na última sexta-feira (28), teve início a tarifação sobre o estacionamento de motos do Aeroporto Internacional Pinto Martins. Os valores cobrados são os mesmos para os demais veículos: R$ 5 a hora e R$ 120 a mensalidade.
A medida não foi bem recepcionada pelos motociclistas , que utilizavam o espaço gratuitamente, ocasionando a feitura de abaixo-assinado ao Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon-CE) contra a Master Park.
O órgão entrou com processo administrativo, que está em fase de análise. Após a notificação, a empresa tem 10 dias para apresentar defesa. Se for constatada prática abusiva quanto à cobrança do valor, o Decon pode aplicar multa administrativa contra a concessionária.
Segundo a Infraero, haverá a ampliação para mais 589 vagas. Com a modificação, o estacionamento terá capacidade para abrigar 1.437 carros, em uma área de cerca de 36.000 m². O estacionamento para motos permanece o mesmo, com 78 vagas reservadas.
A implantação das mudanças deveria ter ocorrido no início deste ano, de acordo com Termo de Referência do edital de concessão para o uso da área. O atraso, no entanto, não acarretou prejuízos para a Master Park, empresa responsável pela administração do estacionamento.
A Infraero aguarda, no momento, a realização de alterações no plano para posterior liberação e início das obras. Segundo comunicado da empresa pública, há também um conjunto de ações a serem implantadas no local para o melhor aproveitamento do espaço, como o remanejamento dos veículos de locadoras. Com isso, cerca de 300 vagas, dentre as já existentes, poderão ser usufruídas por usuários comuns.
Procurada para dar mais detalhes sobre o projeto, a Master Park não atendeu as ligações do O POVO até o fechamento da matéria.
Mudanças
Ainda estão previstas outras mudanças para o aeroporto Pinto Martins. A Infraero informou que, em breve, serão inaugurados dois novos quiosques de alimentação, um na praça de alimentação e outro próximo à parada de ônibus.
A nova sala de embarques receberá ainda cafeteria, livraria, quiosque de sorvete, choperia, máquinas de venda de produtos e cadeiras de massagem express. As negociações serão feitas por meio de contratos eventuais, e só posteriormente serão abertas as licitações para concessão a longo prazo dessas áreas.
NÚMEROS
848 é o número de vagas existentes hoje. Com ampliação passará a 1.437
Saiba mais
Na última sexta-feira (28), teve início a tarifação sobre o estacionamento de motos do Aeroporto Internacional Pinto Martins. Os valores cobrados são os mesmos para os demais veículos: R$ 5 a hora e R$ 120 a mensalidade.
A medida não foi bem recepcionada pelos motociclistas , que utilizavam o espaço gratuitamente, ocasionando a feitura de abaixo-assinado ao Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon-CE) contra a Master Park.
O órgão entrou com processo administrativo, que está em fase de análise. Após a notificação, a empresa tem 10 dias para apresentar defesa. Se for constatada prática abusiva quanto à cobrança do valor, o Decon pode aplicar multa administrativa contra a concessionária.
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