terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Literatura] Nagibe Jorge lança livro de poesias

Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Nagibe: "o drama humano é universal". Foto: Divulgação
O instrumento de trabalho do jurista é a palavra. Mas além de leis e códigos, as sentenças do juiz federal Nagibe Jorge também se apoiam em palavras que refletem, além do senso de justiça, o sentimento de compaixão pelo outro. 
O paradoxo entre a aparente rigidez do Direito e a fluidez da poesia não é um problema para Nagibe. Há pelo menos 15 anos, ele se dedica aos textos poéticos. 50 desses poemas foram reunidos agora no livro O Amor, a Vida e os Dias, com o qual o juiz faz sua estreia na literatura - antes havia escrito trabalhos técnicos, como o livro Sentença Cível: Teoria e Prática e O Controle Jurisdicional das Políticas Públicas.
“A aproximação entre a poesia e o Direito está na sensibilidade que o jurista deve ter ao interpretar as questões jurídicas”, afirma Nagibe. “Não há como ser juiz sem se sensibilizar com o drama humano, que é universal”. Seja inspirado em sentimentos pessoais, ou tomando para si as dores do outro, o poeta expressa as contradições da vida nas três seções do livro cujos nomes compõem o título do mesmo. “A seção que eu mais gosto é ‘A Vida’. A gente passa por aflições, por angústias, mas a vida não deixa de ser boa”, diz.
A universalidade da temática perpassa toda a obra. Nagibe fala de amor erótico, fraternal e espiritual; e faz críticas sociais, além de chamar atenção para as surpresas da vida. Mesmo sendo a poesia “um gênero pouco lido pelo brasileiro”, o juiz afirma que, com a ajuda da internet, o livro tem tido “boa aceitação”. “As pessoas fazem comentários com interpretações que eu mesmo não teria. É como se a obra ganhasse vida própria, ela vai se ressignificando a partir da leitura que as outras pessoas fazem”, diz.

Direitos Humanos] Último dia da mostra de cinema

Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
A 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul se encerra hoje na Casa Amarela Eusélio Oliveira. Desde a última segunda-feira (9), o festival já exibiu cerca de 30 filmes sobre a temática, prestigiando produções nacionais e estrangeiras.
Oito filmes da categoria “Mostra Competitiva” serão exibidos hoje, a partir das 14h, com foco no fortalecimento da educação e a da cultura em Direitos Humanos. 
Malunguinho (15’), Paralelo 10 (87’), Silêncio (12’) Sibila (95’), Leve-me pra sair (19’), Kátia (74’), Quando a casa é a rua (35’) e Em busca de um lugar comum (80’) são as obras apresentadas.
Esta semana, produções do documentarista Vladimir Carvalho e de cineastas indígenas foram contempladas nas categorias “Mostra Homenagem” e “Mostra Indígena”.
Visando à acessibilidade de deficientes auditivos e visuais, toda a filmografia é exibida com “closed caption” (sistema de legendas) e haverá sessões de audiodescrição, nas quais o narrador detalha o que pode ser visto na cena e o que é indicado fora dela.
A mostra promove, ainda, o projeto Inventar com a Diferença, para o desenvolvimento de trabalhos audiovisuais com a temática dos direitos humanos em escolas públicas. Os trabalhos realizados serão exibidos na 9ª edição da Mostra, em 2014. (Andressa Bittencourt/ Especial para O POVO)


SERVIÇO
Encerramento da 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
Onde:
Cine Benjamin Abrahão (Av. da Universidade, 2591, Benfica)
Quando: Hoje, a partir das 14h
Informações: (85) 3366-7772
Gratuito.


Música] Fórum Harmônicas no Centro Dragão do Mar

Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
O carioca José Staneck, uma das atrações do fórum: a gaita dialogando
com vários gêneros musicais. Foto: Divulgação
De hoje até domingo, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura é palco para a realização do IX Fórum Harmônicas Brasil. O evento tem como objetivo o estudo e o aprimoramento da gaita, também conhecida como “harmônica”, trazendo apresentações de vários artistas nacionais.
O Fórum Harmônicas evidencia os diversos gêneros musicais com os quais a gaita pode dialogar, como jazz, blues, rock, country, MPB, samba, entre outros.
Natanael Pereira (CE), estudante de música da Uece, e Márcio Abdo (SP), membro do grupo Os Harmônicos, abrem o festival a partir das 21h de hoje.
No sábado (14), as atrações são Guta Menezes (RJ), integrante da banda de mulheres do programa Altas Horas (da Rede Globo), e o músico André “Andy Boy” Serrano (RS).
O gaitista José Staneck (RJ) e a Orquestra Sinfônica da Uece, regida pelo maestro Alfredo Barros, fecham o evento no domingo (15).
Além das apresentações musicais, o Fórum promove minicursos durante a manhã e a tarde de sábado (14), realizados na escola Musimania, no Lago Jacarey. Músicos iniciantes e profissionais podem participar.
O evento realiza, ainda, campanha de doação de livros destinados ao Conselho Municipal de Canoa Quebrada. O IX Fórum Harmônicas Brasil é um evento de entrada gratuita e tem o apoio da Prefeitura Municipal de Fortaleza e do Governo do Estado do Ceará. (Andressa Bittencourt / Especial para O POVO)
SERVIÇO
IX Fórum Harmônicas
Quando:
13, 14 (a partir das 21h) e 15 de dezembro (a partir das 20h)
Onde: Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Rua Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema)
Cursos: 14 de dezembro, manhã e tarde, na Escola Musimania (Avenida Viena Weyne, 1082 - Lago Jacarey)
Informações: (85) 3133.7769/ www.forumharmonicas.com.br


Festival] Um Estoril multicultural

Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Os paraenses da Gang do Eletro se apresentam amanhã. Foto: Divulgação
O Estoril recebe, de hoje até sábado, o Noites Brasileiras - Festival Multicultural do Brasil. O evento promove espetáculos de teatro, dança, música, feira gastronômica, debates e palestras. Cada noite do evento apresenta as expressões artísticas e populares de um estado brasileiro. A edição deste ano traz Ceará, Pará e Pernambuco.
O primeiro dia de festival conta com apresentações de artistas da terra. Haverá shows da banda Dona Zefa, Nigroover, Luxo da Aldeia e David Duarte. A Camerata da Unifor abre a noite a partir das 18h.
As expressões artísticas do estado do Pará animam a noite de sexta-feira. As atrações são o grupo musical Gang do Eletro, o cantor e compositor Pinduca, além de apresentações da Companhia de Investigação Cênica e do grupo A Trama - Associação de Teatro e Dança da Amazônia.
A partir das 15h do sábado (14), haverá encontro de gestores, produtores e artistas no espaço “Territórios Brasileiros”, com debates e palestras. A Noite de Pernambuco se inicia às 18h, com o espetáculo de teatro do Grupo Cafuringa, seguido da dança de Ângelo Madureira. Para finalizar o festival, Silvério Pessoa e Karina Buhr fazem shows musicais. (Andressa Bittencourt/ Especial para O POVO)
SERVIÇO
Noites Brasileiras - Festival Multicultural do Brasil
Quando:
12, 13 (a partir das 18h) e 14 de dezembro (a partir das 15h)
Onde: Estoril (Rua dos Tabajaras, 397, Praia de Iracema)
Informações: (85) 86827462
Gratuito.


Exposição] Wilson Neto abre mostra Diga 33

Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Foto: Divulgação
Wilson Neto abre hoje a exposição Diga 33: Produção Gaudincha na Galeria Mariana Furlani (Meireles). A mostra traz 33 obras em comemoração aos 15 anos de carreira do artista.
Os quadros de Wilson são resultado de experimentações em diversos materiais, como tecidos, bordados, papéis de parede e tinta a óleo. “Você pode usar materiais alternativos e ter interessantes resultados”, afirma. Tons escuros predominam nas 33 pinturas, apresentando a “estética do puxadinho” e o “design da gambiarra”.
A exposição também homenageia o novo ateliê do artista, localizado na Cidade 2000. Apelidada de “Gaudincha”, a casa representa outro momento no trabalho de Wilson. As obras refletem a diversidade artística inspirada nos diferentes cômodos de Gaudincha e seus arredores. (Andressa Bittencourt - Especial para O POVO)
SERVIÇO
Abertura da exposição Diga 33: Produção Gaudincha, do artista plástico Wilson Neto
Quando:
hoje, às 11h, seguindo em cartaz até 30 de janeiro.
Onde: Galeria Mariana Furlani (rua Canuto de Aguiar, 1401).
Outras informações: 3242 2024 / 8894 1206.


Rian Fontenele] Gal. Mariana Furlani recebe nova individual

O artista visual Rian Fontenele abre hoje O silêncio que nos veste e a promessa de quebrá-lo, na Galeria Mariana Furlani, com obras inéditas que evidenciam a necessidade de compreensão e vivência do silêncio

Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)


Obras "Moça dos Olhos Garços" (acima) e "Do Azul Tardio". Fotos: Divulgação


No dicionário, o termo “silêncio”, dentre outros significados, tem o sentido de “ausência de comunicação”. No entanto, há quem diga o contrário: o silêncio fala, faz refletir e convida para um diálogo. Essa é a constatação do artista visual Rian Fontenele, que abre hoje a exposição O silêncio que nos veste e a promessa de quebrá-lo. A mostra reúne pinturas e desenhos, e visa a evidenciar a necessidade de compreensão e vivência do silêncio.
Segundo Rian, a exposição é um convite para contemplar as diversas faces e funções do silêncio. “Eu trago o exercício do silêncio, mas não o silêncio estático, vazio, e sim o prólogo para a ação. É o silêncio que antecede o argumento, um silêncio intenção, de imersão, de mergulho, não de relaxamento”.
O artista destaca a importância do silêncio para a consciência de si mesmo. “Nada é mais convidativo para se perceber presente no mundo que pelo silêncio, mesmo que seja pelo ínfimo instante. Isso sempre foi um desafio para mim, estar comigo para estar com o outro”, afirma. “O silêncio é algo muito necessário, e as pessoas não percebem. Há muito ruído.”
Apresentando cerca de 30 obras inéditas, o artista expõe uma nova fase de seu trabalho. Nem colorido, nem monocromático, Rian explora as tonalidades do nanquim. “É um outro momento do que eu venho tentando nos últimos anos, saindo da tinta espessa do quadro e colocando mais luz. É uma obra mais limpa, utilizando o mínimo de material possível.”
Além da pintura, a mostra traz outra paixão de Rian: a literatura. Uma das obras é inspirada no livro Todos os Poemas, de Paul Auster. O diálogo entre as expressões artísticas, para o artista, é essencial. “O discuso do meu trabalho passa pela literatura, pela poesia. A palavra está cada vez mais presente na minha obra. Isso serve como um gatilho para o meu trabalho.”
Rian Fontenele é filho de escultor e neto de artesão. Nascido na cidade de Ubajara, em 1977, desde cedo se dedica às artes. É arquiteto por formação e artista visual. (Andressa Bittencourt - Especial para O POVO). 
SERVIÇO

Nova exposição de Rian Fontenele
Quando:
abertura hoje, às 11h.
Onde: Galeria Mariana Furlani (rua Canuto de Aguiar, 1401).
Outras informações: 9988 2050 / 3081 6976.

Quadrinhos] Liz e Capitão Rapadura na Cultura

Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Uma das ilustrações de Liz: Parceria entre pai e filha. Foto: Divulgação.

Célebre herói cearense, Capitão Rapadura já é quarentão. O aniversário do personagem criado por Mino, em 1973, é comemorado com o lançamento do livro Capitão Rapadura – 40 anos. A homenagem são releituras das histórias do herói organizadas pelo Fórum de Quadrinhos do Ceará. Vinte e cinco artistas, entre eles Daniel Brandão e Ronaldo Barreto, dão vida às novas aventuras do personagem.
Capitão Rapadura, “o herói que tudo atura” começou sua trajetória em 1973 no Almanaque Mino, com a história “Capitão Rapadura contra o Peba da Aldeota”. Nascido Gumercindo, o super-herói cearense já teve suas tiras publicadas em jornais e blogs.
Para o “pai” do Rapadura, a coletânea é uma revelação de artistas talentosos da terra. Orgulhoso com o novo trabalho, Mino diz que a publicação é algo “fenomenal” para um super-herói modesto do Ceará. “Eu vejo isso como o começo da epopeia do Capitão Rapadura”.
O cartunista adianta que em breve haverá outras novidades do herói. Mino está prestes a lançar a Folha do Capitão – jornal que será distribuído gratuitamente em escolas públicas e restaurantes -, além de uma coleção de histórias exclusivamente infantis sobre o personagem. A festa de aniversário de Rapadura será hoje, às 16 horas, na Livraria Cultura.
Liz
Outro lançamento deste sábado é o livro em quadrinhos Liz. A coletânea é parceria entre Daniel Brandão e sua filha, Liz Brandão, de 9 anos. As tirinhas contam histórias reais e fictícias.


Para o quadrinista, esse é o trabalho mais importante de sua carreira. “Liz sempre foi minha grande inspiração. Ela é a minha ‘editora’, a primeira pessoa para quem mostro as tiras quando ainda estão no lápis”, explica.
Daniel quadrinizou as histórias do Capitão Rapadura durante dez anos e participou da organização do livro Capitão Rapadura – 40 anos. Ele se alegra com o lançamento conjunto dos livros. “É como se fossem dois filhos”.
SERVIÇO
Lançamento dos livros “Capitão Rapadura - 40 anos” e “Liz”
Onde:
Livraria Cultura (Av. Dom Luís, 1010)
Quando: 30 de novembro (sábado), às 16h
Informações: (85) 4008-0800