Brasil foi o único do grupo a abrir mão da sede do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conforme embaixador
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
O Arranjo Contingente de Reservas (CRA) e o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) dos Brics - grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - serão “espelho” do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, foi o que explicou o subsecretário-geral político II do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Alfredo Graça Lima. As instituições nascerão em Fortaleza, que sediará a VI Cúpula dos Brics nos dias 14 e 15.
Em entrevista coletiva na tarde de ontem no Rio de Janeiro, com transmissão pela internet, Graça Lima afirmou que o Brasil foi o único do grupo a não manifestar interesse em sediar o NBD. “O Brasil foi o único que não apresentou uma proposta de sede”. A presidência da instituição será rotativa.
Xangai (China), Moscou (Rússia), Joanesburgo (África do Sul) e Nova Deli (Índia) são as candidatas a sediar o NBD. “É possível que a decisão sobre a sede seja tomada pelos líderes do Brics no dia 15, se não for objeto de consenso pelos ministros no dia 14”. A aposta, segundo Lima, é a de que Xangai seja a escolhida.
Apesar de afirmar que o CRA e o NBD funcionarão como o FMI e o Banco Mundial, Graça diz que as instituições não serão concorrentes e que trabalharão de forma suplementar. “Os países do Brics têm propostas de reformas que não podem ser atendidas, especialmente pelo FMI. De certa maneira, a criação do arranjo contingente de reservas e do banco atende a essas necessidades”.
Quanto ao CRA, ele ressaltou que funcionará como uma linha de defesa adicional para os países com dificuldades no Balanço de Pagamentos. “(O Arranjo) é reflexo do progresso dos países de acumular reservas, de crescer, a ponto de poder trabalhar para ajudar a si próprios e aos demais”.
China será a maior
O Banco terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias. Depois da assinatura do acordo para sua criação, o banco terá que ser aprovado pelos Parlamentos dos cinco países. O fundo terá capital inicial de US$ 100 bilhões. A China entrará com US$ 41 bilhões; o Brasil, a Rússia e Índia com US$ 18 bilhões cada; e a África do Sul com US$ 5 bilhões.
Quanto à participação no Banco de países em desenvolvimento que não façam parte do Brics, existe a expectativa de que isso possa acontecer, mas sem critérios definidos e sem data para deliberação.
Segundo Lima, os dois instrumentos econômico-financeiros são os “resultados esperados e mais visíveis” do evento. “Estão sendo negociados há algum tempo. Amadurecemos o suficiente para que seja objeto de decisão no encontro de Fortaleza”.
Com a afirmação de que o agrupamento “serve para os países integrantes se conhecerem melhor e aprofundarem o exame de suas potencialidades”, o embaixador destacou a temática principal do encontro: inclusão social e desenvolvimento sustentável.
Análise
“O Governo da China foi o que mais se apresentou como interessado. E não foi só o Brasil que demonstrou desinteresse em sediar o possível banco”, afirmou Bosco Monte, presidente do Instituto Brasil África.
A sede da instituição não importa, diz Chico Marcelo, mestre e professor de Economia do Caen-UFC e da Unifor. “O que importa é o poder econômico. A cota que o país entra para a construção do fundo”.
Para ambos, ainda é incerto se a instituição vai virar realidade. “Eu acho, por exemplo, que esse banco não sai. São países que estão em situações muito divergentes”, avalia Marcelo. (colaboraram Yara Peres, especial para O POVO, e Beatriz Cavalcante)
Link: http://tablet.opovo.com.br/app/opovo/canais/economia/2014/07/09/4722814/banco-dos-brics-sera-espelho-do-fmi.shtml
sexta-feira, 18 de julho de 2014
sábado, 5 de julho de 2014
CSP. Trabalhadores voltam às atividades na segunda-feira
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Átila Varela (atilavarela@opovo.com.br)
| Trabalhadores da CSP durante assembleia no Pecém: paralisação termina após quase um mês. Foto: Evilázio Bezerra |
Segundo o presidente do sindicato, Raimundo Nonato Gomes, os trabalhadores voltam ao canteiro de obras na próxima segunda-feira. A data é aguardada pelos trabalhadores, que esperam a liberação dos salários e entrega das cestas básicas. Caso as reivindicações são sejam atendidas, há risco de nova paralisação.
Raimundo Nonato se reuniu na última quarta-feira, 2, com representantes da Vale, uma das empresas responsáveis pela obra da CSP, para tratar sobre a morosidade das negociações com a Posco Engenharia & Construção do Brasil. “Infelizmente, com a Posco não há diálogo, então recorremos à Vale”, afirmou.
Segundo ele, a Vale tenta tomar uma posição mais ativa quanto às negociações, porém não possui poder de decisão por razões contratuais. “O impasse é grande. A Vale quer assumir a administração da obra, mas não tem poder para decidir nada”, disse.
Além da volta às atividades, as duas empresas terão 30 dias para negociar as questões ainda pendentes do acordo, entre elas a equiparação salarial, plano de saúde para dependentes, melhorias das condições de trabalho no canteiro de obras e pagamento de horas “in itinere”. A Posco informa que não foi notificada sobre qualquer acordo entre o Sintepav e a Vale. Reforçou ainda que “apresentou diversas propostas de negociação, ignoradas pelo Sintepav”.
Assembleia
De acordo com o coordenador de fiscalização do Sintepav, Archimedes Fortes, para assembleia de ontem, foi disponibilizada 50% da frota de ônibus que levou os trabalhadores até o canteiro de obras. No total, a reunião contou com 4 mil pessoas.
Os ônibus haviam sido suspensos, na última segunda-feira, o que acarretou a ausência da maioria dos trabalhadores na assembleia Dos quase 8 mil integrantes do movimento, 600 compareceram. Em nota, o sindicato lamentou a posição das empresas quanto ao não fornecimento do transporte. “Isso mostra que a Posco está jogando pesado contra os trabalhadores”, disparou.
terça-feira, 1 de julho de 2014
SERVIÇO. Cuidados para evitar poeira no interior do carro
A limpeza de estofados e carpetes evita a proliferação de fungos, ácaros e insetos, além de evitar alergias em quem utiliza o veículo
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Lavar o carro, cuidar da pintura e trocar os pneus são ações básicas de quem quer dar ao veículo a aparência de carro novo. A manutenção do automóvel, no entanto, não pode se restringir à parte externa. Bancos, teto e tapetes também exigem cuidados para prolongar a vida útil dos materiais.
O simples ato de abrir as portas ou os vidros do veículo já é o bastante para que uma nuvem de impurezas adentre o automóvel, trazendo, inclusive, fungos e ácaros que se depositam no interior do carro. “O acúmulo de poeira é algo inevitável”, afirma o sócio da Safe Clean, Elano Malaquias, ressaltando, por causa disso, a necessidade de o proprietário do veículo tomar as medidas adequadas para combater as consequências do acúmulo de sujeira, como alergias, proliferação de insetos, manchas nos materiais e maus odores.
Evitar andar com os vidros abertos em locais onde há muita poeira, retirar areia e outros resíduos dos tapetes e manter os filtros de ar-condicionado limpos são algumas dicas que o sócio da Garagem 79, Maclaudio Pinheiro, dá para diminuir a entrada de impurezas no carro. As ações preventivas, entretanto, devem estar aliadas às protetivas: limpeza doméstica e higienização profunda do veículo.
Na garagem de casa, é necessário que o proprietário faça uma aspiração semanal, evitando a aderência de resíduos no interior do carro. Elano Malaquias alerta, porém, que a limpeza doméstica não deve ser feita isoladamente. “Ela apenas mantém a limpeza feita por um profissional”, diz. A cada quatro ou seis meses, dependendo da forma como o automóvel é utilizado, é importante que haja, então, a higienização realizada por um especialista, que lançará mão dos produtos e procedimentos adequados para o que o carro necessita.
Quando fungos trazidos pela poeira penetram nos bancos de tecido, por exemplo, causando manchas e até alergias, o ideal é a retirada do material para uma lavagem completa, como explica o supervisor da AC Rodrigues, Michael Rodrigues. Bancos de couro, por outro lado, demandam cuidados diversos: a limpeza, diferentemente dos outros materiais, deve vir acompanhada da “hidratação”, procedimento que evita o aparecimento de rachaduras e estrias no couro.
A higienização - processo de limpeza que utiliza produtos específicos para o material a ser limpo, retirando impurezas e eliminando fungos e ácaros - custa entre R$ 140 e R$ 350. Já a limpeza avulsa do filtro de ar-condicionado gira em torno de R$ 70.
SEM PÓ ALGUM
1. Semanalmente, retirar do veículo, com aspiração interna, os resíduos que se acumulam com o uso diário, como poeira, areia e restos de alimentos.
2. Além da aspiração, produtos específicos para o material a ser limpo também podem ser utilizados. Panos úmidos devem ser evitados.
3. A cada seis meses, levar o automóvel para uma higienização completa feita por um profissional.
4. Limpar e trocar periodicamente os filtros de ar-condicionado. Quando estão sujos, os filtros não retêm adequadamente a poeira que insiste em entrar no veículo, o que pode causar entupimento da tubulação e das saídas de ar.
5. A hidratação nos bancos de couro ajuda na limpeza e evita o acúmulo de poeira. O procedimento, no entanto, deve ser feito com produto específico para o material, não devendo ser utilizado hidratante de pele, que, embora dê brilho, prejudica a vida útil do couro e o torna escorregadio.
6. Com um profissional, também pode ser feita uma impermeabilização do estofado, sendo aplicado um líquido capaz de proteger o carro da sujeira e da umidade.
SAIBA MAIS
Os bancos de tecido são mais suscetíveis de acumular poeira, diferentemente dos bancos de couro.
Quanto mais poeira adentra o automóvel, mais organismos vivos também. A retirada das impurezas evita que insetos encontrem ambiente favorável para a proliferação.
Se o carro apresentar indícios de mofo, o veículo deve ser levado imediatamente a um especialista para que seja retirado de forma adequada. Assim como uma doença de pele, o mofo pode deixar “cicatrizes” nos materiais aos quais adere caso não seja tratado.
As impurezas que se acumulam nos bancos podem causar o desgaste do material, podendo até mesmo chegar a rasgar os bancos.
Serviço
AC Rodrigues
Tel.: (85) 3278 8820
Garagem 79
Tel.: (85) 3032 3079
Safe Clean
Tel.: (85) 4141 0773
Link: www.opovo.com.br/app/opovo/veiculos/2014/07/01/noticiasjornalveiculos,3275279/cuidados-para-evitar-poeira-no-interior-do-carro.shtml
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
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| Bancos de couro são mais fáceis para limpar a poeira. Foto: Shutterstock |
Lavar o carro, cuidar da pintura e trocar os pneus são ações básicas de quem quer dar ao veículo a aparência de carro novo. A manutenção do automóvel, no entanto, não pode se restringir à parte externa. Bancos, teto e tapetes também exigem cuidados para prolongar a vida útil dos materiais.
O simples ato de abrir as portas ou os vidros do veículo já é o bastante para que uma nuvem de impurezas adentre o automóvel, trazendo, inclusive, fungos e ácaros que se depositam no interior do carro. “O acúmulo de poeira é algo inevitável”, afirma o sócio da Safe Clean, Elano Malaquias, ressaltando, por causa disso, a necessidade de o proprietário do veículo tomar as medidas adequadas para combater as consequências do acúmulo de sujeira, como alergias, proliferação de insetos, manchas nos materiais e maus odores.
Evitar andar com os vidros abertos em locais onde há muita poeira, retirar areia e outros resíduos dos tapetes e manter os filtros de ar-condicionado limpos são algumas dicas que o sócio da Garagem 79, Maclaudio Pinheiro, dá para diminuir a entrada de impurezas no carro. As ações preventivas, entretanto, devem estar aliadas às protetivas: limpeza doméstica e higienização profunda do veículo.
Na garagem de casa, é necessário que o proprietário faça uma aspiração semanal, evitando a aderência de resíduos no interior do carro. Elano Malaquias alerta, porém, que a limpeza doméstica não deve ser feita isoladamente. “Ela apenas mantém a limpeza feita por um profissional”, diz. A cada quatro ou seis meses, dependendo da forma como o automóvel é utilizado, é importante que haja, então, a higienização realizada por um especialista, que lançará mão dos produtos e procedimentos adequados para o que o carro necessita.
Quando fungos trazidos pela poeira penetram nos bancos de tecido, por exemplo, causando manchas e até alergias, o ideal é a retirada do material para uma lavagem completa, como explica o supervisor da AC Rodrigues, Michael Rodrigues. Bancos de couro, por outro lado, demandam cuidados diversos: a limpeza, diferentemente dos outros materiais, deve vir acompanhada da “hidratação”, procedimento que evita o aparecimento de rachaduras e estrias no couro.
A higienização - processo de limpeza que utiliza produtos específicos para o material a ser limpo, retirando impurezas e eliminando fungos e ácaros - custa entre R$ 140 e R$ 350. Já a limpeza avulsa do filtro de ar-condicionado gira em torno de R$ 70.
SEM PÓ ALGUM
1. Semanalmente, retirar do veículo, com aspiração interna, os resíduos que se acumulam com o uso diário, como poeira, areia e restos de alimentos.
2. Além da aspiração, produtos específicos para o material a ser limpo também podem ser utilizados. Panos úmidos devem ser evitados.
3. A cada seis meses, levar o automóvel para uma higienização completa feita por um profissional.
4. Limpar e trocar periodicamente os filtros de ar-condicionado. Quando estão sujos, os filtros não retêm adequadamente a poeira que insiste em entrar no veículo, o que pode causar entupimento da tubulação e das saídas de ar.
5. A hidratação nos bancos de couro ajuda na limpeza e evita o acúmulo de poeira. O procedimento, no entanto, deve ser feito com produto específico para o material, não devendo ser utilizado hidratante de pele, que, embora dê brilho, prejudica a vida útil do couro e o torna escorregadio.
6. Com um profissional, também pode ser feita uma impermeabilização do estofado, sendo aplicado um líquido capaz de proteger o carro da sujeira e da umidade.
SAIBA MAIS
Os bancos de tecido são mais suscetíveis de acumular poeira, diferentemente dos bancos de couro.
Quanto mais poeira adentra o automóvel, mais organismos vivos também. A retirada das impurezas evita que insetos encontrem ambiente favorável para a proliferação.
Se o carro apresentar indícios de mofo, o veículo deve ser levado imediatamente a um especialista para que seja retirado de forma adequada. Assim como uma doença de pele, o mofo pode deixar “cicatrizes” nos materiais aos quais adere caso não seja tratado.
As impurezas que se acumulam nos bancos podem causar o desgaste do material, podendo até mesmo chegar a rasgar os bancos.
Serviço
AC Rodrigues
Tel.: (85) 3278 8820
Garagem 79
Tel.: (85) 3032 3079
Safe Clean
Tel.: (85) 4141 0773
Link: www.opovo.com.br/app/opovo/veiculos/2014/07/01/noticiasjornalveiculos,3275279/cuidados-para-evitar-poeira-no-interior-do-carro.shtml
sábado, 31 de maio de 2014
HABILIDADES. Como nasce um líder
A liderança não é predestinação, dizem especialistas. Ela pode ser desenvolvida, o que é bom para empresa e empregados
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Diferentemente do que se possa imaginar, ninguém “nasce sendo líder”. Exercer a liderança não tem a ver com dádiva ou destino. Seja pessoal ou profissionalmente, é possível se tornar um líder pelo treinamento de habilidades, conhecimentos e competências.
“A liderança não é genética, não passa de pai para filho. Pode ser aprendida e desenvolvida”, é o que explica Denise Costa, professora da pós-graduação em Psicologia Organizacional da Fanor | DeVry. “Não se deve falar em instinto de liderança, mas em habilidade de liderança, uma vez que o instinto é algo inconsciente e inato, e a liderança pode ser desenvolvida”, completa.
Empatia, visão de futuro, carisma, capacidade de persuasão e inteligência emocional são algumas das características gerais de um líder, que podem ser trabalhadas na vida pessoal ou corporativamente. “O que diferencia uma empresa da outra é o tipo de liderança que ela tem. Treinar os colaboradores agrega novas ideias à empresa. Aquelas que têm programas de treinamento acabam saindo na frente”, destaca o doutor em Psicologia do Trabalho e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Caubi Tupinambá.
Segundo ele, é necessário esforço conjunto entre empresa e empregados para que os líderes tenham oportunidade de pôr em prática suas competências. “A liderança é uma característica que precisa de ambiente favorável para ser desenvolvida. Se a pessoa tem potencial, mas as tentativas são frustradas pelos superiores, ela deixa de querer realizá-las para se adaptar ao ambiente. Se, pelo contrário, a pessoa não tem noção sobre liderança e encontra muitas oportunidades, a habilidade é desenvolvida”.
Novas ideias
Caubi Tupinambá afirma que a empresa deve oferecer oportunidade para que novos líderes surjam, pois concentrar os poderes de gestão em uma ou poucas pessoas pode criar um ambiente de autoritarismo. Os colaboradores não devem ser vistos como competidores ou como ameaças que retirarão os chefes de seus respectivos cargos.
Pelo contrário, a capacitação, além de proporcionar a emergência de novos líderes - que podem ou não substituir os gestores no futuro -, também previne que a empresa seja prejudicada com a má gestão de quem ocupa postos de liderança.
O master coach Marcos Tito alerta que, quando uma equipe de trabalho não é bem gerida, os resultados acabam sendo ineficientes. “É possível que, consciente ou inconscientemente, a equipe produza resultados abaixo do esperado devido à antipatia com o líder. Isso é uma forma de mostrar para os superiores que aquela gestão não está funcionando”, afirma.
Características de um líder
1. Ser capaz de definir e cumprir objetivos e metas;
2. Ter empatia (saber colocar-se no local do outro) e ser inspirador (dar o exemplo);
3. Ter versatilidade e flexibilidade;
4. Saber usar a autoridade, saber delegar, saber dar e receber feedback;
5. Saber comunicar-se e ser automotivado;
6. Ter capacidade de persuasão;
7. Manter-se atualizado;
8. Ter carisma, seguidores;
9. Ter visão de futuro e capacidade de antecipar soluções para os problemas;
10. Buscar sempre novos conhecimentos e aprendizados
Como formar-se para a liderança
De acordo com Denise Costa, pessoas com talento para liderar podem alcançar maior sucesso profissional, pois são capazes de motivar e coordenar outras pessoas.
Embora certas pessoas, desde a infância, apresentem componentes de caráter que indicam liderança, mesmo quem não apresenta estes traços pode se tornar líder por meio do desenvolvimento de algumas habilidades:
1. Estudar, ler livros de liderança, fazer cursos de liderança;
2. “Modelar” líderes, usando o exemplo do outro para ter resultados parecidos, criando, pouco a pouco, o seu próprio estilo de liderar;
3. Evitar a inflexibilidade, o egoísmo, a limitação mental. “Achar que sabe tudo”, ser intransigente e impositivo e não ouvir o outro são atitudes incompatíveis com a habilidade de ser líder;
4. Buscar o nicho ou ambiente favorável onde as competências possam ser melhor trabalhadas, onde os talentos possam ser colocados em prática.
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Diferentemente do que se possa imaginar, ninguém “nasce sendo líder”. Exercer a liderança não tem a ver com dádiva ou destino. Seja pessoal ou profissionalmente, é possível se tornar um líder pelo treinamento de habilidades, conhecimentos e competências.
“A liderança não é genética, não passa de pai para filho. Pode ser aprendida e desenvolvida”, é o que explica Denise Costa, professora da pós-graduação em Psicologia Organizacional da Fanor | DeVry. “Não se deve falar em instinto de liderança, mas em habilidade de liderança, uma vez que o instinto é algo inconsciente e inato, e a liderança pode ser desenvolvida”, completa.
Empatia, visão de futuro, carisma, capacidade de persuasão e inteligência emocional são algumas das características gerais de um líder, que podem ser trabalhadas na vida pessoal ou corporativamente. “O que diferencia uma empresa da outra é o tipo de liderança que ela tem. Treinar os colaboradores agrega novas ideias à empresa. Aquelas que têm programas de treinamento acabam saindo na frente”, destaca o doutor em Psicologia do Trabalho e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Caubi Tupinambá.
Segundo ele, é necessário esforço conjunto entre empresa e empregados para que os líderes tenham oportunidade de pôr em prática suas competências. “A liderança é uma característica que precisa de ambiente favorável para ser desenvolvida. Se a pessoa tem potencial, mas as tentativas são frustradas pelos superiores, ela deixa de querer realizá-las para se adaptar ao ambiente. Se, pelo contrário, a pessoa não tem noção sobre liderança e encontra muitas oportunidades, a habilidade é desenvolvida”.
Novas ideias
Caubi Tupinambá afirma que a empresa deve oferecer oportunidade para que novos líderes surjam, pois concentrar os poderes de gestão em uma ou poucas pessoas pode criar um ambiente de autoritarismo. Os colaboradores não devem ser vistos como competidores ou como ameaças que retirarão os chefes de seus respectivos cargos.
Pelo contrário, a capacitação, além de proporcionar a emergência de novos líderes - que podem ou não substituir os gestores no futuro -, também previne que a empresa seja prejudicada com a má gestão de quem ocupa postos de liderança.
O master coach Marcos Tito alerta que, quando uma equipe de trabalho não é bem gerida, os resultados acabam sendo ineficientes. “É possível que, consciente ou inconscientemente, a equipe produza resultados abaixo do esperado devido à antipatia com o líder. Isso é uma forma de mostrar para os superiores que aquela gestão não está funcionando”, afirma.
Características de um líder
1. Ser capaz de definir e cumprir objetivos e metas;
2. Ter empatia (saber colocar-se no local do outro) e ser inspirador (dar o exemplo);
3. Ter versatilidade e flexibilidade;
4. Saber usar a autoridade, saber delegar, saber dar e receber feedback;
5. Saber comunicar-se e ser automotivado;
6. Ter capacidade de persuasão;
7. Manter-se atualizado;
8. Ter carisma, seguidores;
9. Ter visão de futuro e capacidade de antecipar soluções para os problemas;
10. Buscar sempre novos conhecimentos e aprendizados
Como formar-se para a liderança
De acordo com Denise Costa, pessoas com talento para liderar podem alcançar maior sucesso profissional, pois são capazes de motivar e coordenar outras pessoas.
Embora certas pessoas, desde a infância, apresentem componentes de caráter que indicam liderança, mesmo quem não apresenta estes traços pode se tornar líder por meio do desenvolvimento de algumas habilidades:
1. Estudar, ler livros de liderança, fazer cursos de liderança;
2. “Modelar” líderes, usando o exemplo do outro para ter resultados parecidos, criando, pouco a pouco, o seu próprio estilo de liderar;
3. Evitar a inflexibilidade, o egoísmo, a limitação mental. “Achar que sabe tudo”, ser intransigente e impositivo e não ouvir o outro são atitudes incompatíveis com a habilidade de ser líder;
4. Buscar o nicho ou ambiente favorável onde as competências possam ser melhor trabalhadas, onde os talentos possam ser colocados em prática.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
MARKETING DE EMBOSCADA. Pena de prisão para quem tentar driblar a Fifa
Detenção de três meses a um ano é a penalidade contra o marketing de emboscada. Lei Geral da Copa também prevê sanções civis
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Associar marcas, produtos ou serviços, direta ou indiretamente, aos eventos ou símbolos oficiais da Copa do Mundo, sem a autorização da Fifa, pode dar cadeia. Entre 2010 e 2014, a entidade lidou com mais de 500 casos de violações dos seus direitos no Brasil em relação à Copa e, com a proximidade do evento, a federação permanece na caça contra as tentativas dos não parceiros de driblar suas regras.
Na semana passada, o comercial “Catimba”, feito pela companhia TAM com três jogadores da seleção brasileira, passou pelo crivo do Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária (Conar). No anúncio, a empresa informava que “traria nossos craques para jogar em casa”. A propaganda não estava em conformidade com as diretrizes da Fifa, pois quem é a companhia aérea oficial de transporte da seleção é a Gol.
Por unanimidade, o conselho decidiu que a campanha permanecesse no ar, porém com mudanças. A recomendação foi feita com base no artigo 27 do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que trata da apresentação verdadeira dos fatos nos anúncios. A “sanção” contra o comercial, no entanto, poderia ter sido mais grave, deixando de ser veiculado totalmente.
Regulamentação
As recomendações do Conar, embora não tenham força de lei, não têm histórico de descumprimento. Por razões éticas, as empresas cujas propagandas são analisadas cumprem as determinações, modificando ou retirando o anúncio do ar.
Há, no entanto, “reais penalidades” para os praticantes do marketing de emboscada (a publicidade “imprevisível”) em relação à Copa do Mundo. Os realizadores do comercial que “pegar carona” na visibilidade do evento, utilizando símbolos, logotipos, termos, entre outras patentes da Fifa, sem autorização, podem ser sancionados com detenção de três meses a um ano ou multa. A Lei Geral da Copa, de 5 de junho de 2012, traz a disposição, incluindo também penas de cunho civil.
Segundo a Fifa, ocorrendo o marketing de emboscada, sua equipe de proteção às marcas avalia a maneira mais adequada de resolver a situação, sem ter que recorrer a ações desproporcionais às circunstâncias do caso.
Se houver no anúncio clara intenção de benefício comercial com o evento, podem ser adotadas medidas legais para impedir uma situação de violação e reivindicar uma compensação financeira pelos danos sofridos. A entidade garante, no entanto, que não vai recorrer a ações legais sem análise aprofundada do impacto comercial do uso indevido das marcas.
Quanto aos casos já ocorridos, a Fifa diz que já houve compensação por parte das empresas infratoras, mas se nega a divulgar quaisquer detalhes. A federação registrou 1406 marcas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), sendo 236 após a vigência da Lei Geral da Copa. Segundo o Inpi, 48 pedidos ainda serão deferidos ou negados.
Na semana passada, o comercial “Catimba”, feito pela companhia TAM com três jogadores da seleção brasileira, passou pelo crivo do Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária (Conar). No anúncio, a empresa informava que “traria nossos craques para jogar em casa”. A propaganda não estava em conformidade com as diretrizes da Fifa, pois quem é a companhia aérea oficial de transporte da seleção é a Gol.
Por unanimidade, o conselho decidiu que a campanha permanecesse no ar, porém com mudanças. A recomendação foi feita com base no artigo 27 do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que trata da apresentação verdadeira dos fatos nos anúncios. A “sanção” contra o comercial, no entanto, poderia ter sido mais grave, deixando de ser veiculado totalmente.
Regulamentação
As recomendações do Conar, embora não tenham força de lei, não têm histórico de descumprimento. Por razões éticas, as empresas cujas propagandas são analisadas cumprem as determinações, modificando ou retirando o anúncio do ar.
Há, no entanto, “reais penalidades” para os praticantes do marketing de emboscada (a publicidade “imprevisível”) em relação à Copa do Mundo. Os realizadores do comercial que “pegar carona” na visibilidade do evento, utilizando símbolos, logotipos, termos, entre outras patentes da Fifa, sem autorização, podem ser sancionados com detenção de três meses a um ano ou multa. A Lei Geral da Copa, de 5 de junho de 2012, traz a disposição, incluindo também penas de cunho civil.
Segundo a Fifa, ocorrendo o marketing de emboscada, sua equipe de proteção às marcas avalia a maneira mais adequada de resolver a situação, sem ter que recorrer a ações desproporcionais às circunstâncias do caso.
Se houver no anúncio clara intenção de benefício comercial com o evento, podem ser adotadas medidas legais para impedir uma situação de violação e reivindicar uma compensação financeira pelos danos sofridos. A entidade garante, no entanto, que não vai recorrer a ações legais sem análise aprofundada do impacto comercial do uso indevido das marcas.
Quanto aos casos já ocorridos, a Fifa diz que já houve compensação por parte das empresas infratoras, mas se nega a divulgar quaisquer detalhes. A federação registrou 1406 marcas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), sendo 236 após a vigência da Lei Geral da Copa. Segundo o Inpi, 48 pedidos ainda serão deferidos ou negados.
RESTRIÇÕES
A Lei Geral da Copa prevê duas modalidades para o marketing de emboscada, cujas sanções, para ambas, variam de três meses a um ano de detenção ou multa:
1) Marketing de emboscada por associação
1) Marketing de emboscada por associação
Divulgar marcas, produtos ou serviços, com o fim de alcançar vantagem econômica ou publicitária, por meio de associação direta ou indireta com os eventos ou símbolos oficiais, sem autorização da Fifa.
Vincular o uso de ingressos ou convites dos eventos da Fifa a ações de publicidade ou atividade comerciais.
2) Marketing de emboscada por intrusão
Expor marcas, negócios, estabelecimentos, produtos, serviços da Fifa.
Praticar atividade promocional, não autorizados pela Fifa ou por pessoa por ela indicada, atraindo de qualquer forma a atenção pública nos locais da ocorrência dos eventos.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
DESRESPEITO. As atitudes que prejudicam o ambiente de trabalho
Fofoca, implicância, bullying, furtos e até assédio moral causam evasão de funcionários e reduzem a produtividade
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
O boato de que estava grávida se espalhou rapidamente pela empresa. A auxiliar administrativa, que teve o nome preservado, apenas ficou sabendo da fofoca que corria pelos corredores da firma quando os colegas começaram a parabenizá-la pela “vinda da cegonha”. A situação, aparentemente engraçada, ocasionou constrangimento à mulher. Não sendo verdade, ela procurou o “fofoqueiro”, conversou com ele e deu um basta na situação.
O final da história, no entanto, não foi tão feliz para o “leva e traz”. A invenção da fofoca, a princípio sem nenhum motivo aparente, assim como outras condutas pouco salutares ao ambiente de trabalho, acarretaram a demissão dele.
“A fofoca é uma prática que nunca vai acabar”, afirma a psicóloga Liana Esmeraldo, elencando insegurança e ciúmes como alguns dos motivos para a disseminação do boato. Mas não só essa atitude gera constrangimento entre colegas de trabalho. Implicância, bullying, furtos e até assédio moral ocasionam insatisfação, evasão e diminuição do rendimento do funcionário, causando prejuízos para a equipe e para a empresa.
“Quem sofre bullying se desmotiva e produz menos”, destaca a analista de Recursos Humanos, Danielle Aragão. “Já o furto gera a intimidação da vítima, que se sente indefesa, vulnerável, não sabe o que fazer.”
Entre colegas, a situação pode ser mais facilmente resolvida. Se o bullying ou a implicância, no entanto, partem da chefia em relação aos subordinados, o problema tende a ser mais grave, como aconteceu com a copeira que preferiu não se identificar.
Tanto ela como os outros profissionais do mesmo setor da empresa sofriam humilhações por parte da supervisora. Após diversas reclamações, foi configurado o assédio moral (quando há abuso de poder hierárquico), e a ofensora foi demitida. “Tínhamos medo dela. Algumas pessoas choravam, passavam mal quando ela estava perto. Agora tudo melhorou”, afirma a funcionária.
Cultura empresarial
A demissão não é a única forma de resolver os problemas internos da empresa. Danielle Aragão destaca que, mais eficaz que o simples desligamento do funcionário, é a disseminação de uma cultura empresarial baseada na ética e no respeito. “A empresa é como uma casa. Se quem já se encontra nela respeita suas regras, os novatos, a partir do exemplo dos veteranos, também respeitarão".
O treinamento de lideranças, orientando os gestores a se aproximarem e conhecerem as equipes com as quais trabalham, assim como a promoção de momentos de integração entre os funcionários, facilitam o diagnóstico do problema e sua consequente solução.
Liana Esmeraldo afirma que é necessário também que os integrantes da companhia tenham um espaço de amparo psicológico, como um setor de RH ou o acompanhamento de profissionais do ramo.
A psicóloga explica que, independentemente do tamanho da empresa, códigos de conduta servem para que os funcionários saibam de seus direitos e dos meios de defesa contra situações desagradáveis no trabalho. Conversar, orientar e alertar sobre as normas da empresa são as primeiras medidas a serem tomadas, nos casos mais leves.
O QUE DIZ A LEI
A empresa pode ser prejudicada por implicância entre funcionários
1. Quando a implicância, a fofoca e o bullying ultrapassam os limites da brincadeira e atingem a honra ou a moral da pessoa ofendida, a vítima pode recorrer às instâncias judiciais para a resolução do problema.
2. No âmbito civil, é possível pleitear indenização por danos morais. No âmbito criminal, o ofensor pode ser condenado por calúnia, difamação ou injúria (arts. 138 a 140 do Código Penal Brasileiro), sofrendo pena de detenção de um mês a dois anos, dependendo do crime, e/ou multa. A legislação penal também tipifica o furto (art. 155), cuja sanção é de um a quatro anos de reclusão e multa. Em determinadas instituições, é possível a instauração de processo administrativo.
3. O funcionário também pode recorrer à Justiça do Trabalho, como no caso do assédio moral. Quem responde ao processo, no entanto, é a instituição empregadora, como explica a advogada Giovanna Santiago: “No âmbito trabalhista, a empresa responde pelas ações de seus funcionários. É como se as condutas praticadas por gerentes e pessoas em cargos de chefia fossem cometidas pela própria empresa”.
4. Para evitar que pequenos problemas ganhem enormes proporções é que Danielle Aragão destaca a necessidade da precaução. “Hoje nos preocupamos muito em resolver o problema, mas é igualmente importante utilizar medidas preventivas, deixando clara a cultura da empresa, para que situações desagradáveis no trabalho não aconteçam. Tudo o que ocorre entre os funcionários reflete na imagem da firma.”
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
O boato de que estava grávida se espalhou rapidamente pela empresa. A auxiliar administrativa, que teve o nome preservado, apenas ficou sabendo da fofoca que corria pelos corredores da firma quando os colegas começaram a parabenizá-la pela “vinda da cegonha”. A situação, aparentemente engraçada, ocasionou constrangimento à mulher. Não sendo verdade, ela procurou o “fofoqueiro”, conversou com ele e deu um basta na situação.
O final da história, no entanto, não foi tão feliz para o “leva e traz”. A invenção da fofoca, a princípio sem nenhum motivo aparente, assim como outras condutas pouco salutares ao ambiente de trabalho, acarretaram a demissão dele.
“A fofoca é uma prática que nunca vai acabar”, afirma a psicóloga Liana Esmeraldo, elencando insegurança e ciúmes como alguns dos motivos para a disseminação do boato. Mas não só essa atitude gera constrangimento entre colegas de trabalho. Implicância, bullying, furtos e até assédio moral ocasionam insatisfação, evasão e diminuição do rendimento do funcionário, causando prejuízos para a equipe e para a empresa.
“Quem sofre bullying se desmotiva e produz menos”, destaca a analista de Recursos Humanos, Danielle Aragão. “Já o furto gera a intimidação da vítima, que se sente indefesa, vulnerável, não sabe o que fazer.”
Entre colegas, a situação pode ser mais facilmente resolvida. Se o bullying ou a implicância, no entanto, partem da chefia em relação aos subordinados, o problema tende a ser mais grave, como aconteceu com a copeira que preferiu não se identificar.
Tanto ela como os outros profissionais do mesmo setor da empresa sofriam humilhações por parte da supervisora. Após diversas reclamações, foi configurado o assédio moral (quando há abuso de poder hierárquico), e a ofensora foi demitida. “Tínhamos medo dela. Algumas pessoas choravam, passavam mal quando ela estava perto. Agora tudo melhorou”, afirma a funcionária.
Cultura empresarial
A demissão não é a única forma de resolver os problemas internos da empresa. Danielle Aragão destaca que, mais eficaz que o simples desligamento do funcionário, é a disseminação de uma cultura empresarial baseada na ética e no respeito. “A empresa é como uma casa. Se quem já se encontra nela respeita suas regras, os novatos, a partir do exemplo dos veteranos, também respeitarão".
O treinamento de lideranças, orientando os gestores a se aproximarem e conhecerem as equipes com as quais trabalham, assim como a promoção de momentos de integração entre os funcionários, facilitam o diagnóstico do problema e sua consequente solução.
Liana Esmeraldo afirma que é necessário também que os integrantes da companhia tenham um espaço de amparo psicológico, como um setor de RH ou o acompanhamento de profissionais do ramo.
A psicóloga explica que, independentemente do tamanho da empresa, códigos de conduta servem para que os funcionários saibam de seus direitos e dos meios de defesa contra situações desagradáveis no trabalho. Conversar, orientar e alertar sobre as normas da empresa são as primeiras medidas a serem tomadas, nos casos mais leves.
O QUE DIZ A LEI
A empresa pode ser prejudicada por implicância entre funcionários
1. Quando a implicância, a fofoca e o bullying ultrapassam os limites da brincadeira e atingem a honra ou a moral da pessoa ofendida, a vítima pode recorrer às instâncias judiciais para a resolução do problema.
2. No âmbito civil, é possível pleitear indenização por danos morais. No âmbito criminal, o ofensor pode ser condenado por calúnia, difamação ou injúria (arts. 138 a 140 do Código Penal Brasileiro), sofrendo pena de detenção de um mês a dois anos, dependendo do crime, e/ou multa. A legislação penal também tipifica o furto (art. 155), cuja sanção é de um a quatro anos de reclusão e multa. Em determinadas instituições, é possível a instauração de processo administrativo.
3. O funcionário também pode recorrer à Justiça do Trabalho, como no caso do assédio moral. Quem responde ao processo, no entanto, é a instituição empregadora, como explica a advogada Giovanna Santiago: “No âmbito trabalhista, a empresa responde pelas ações de seus funcionários. É como se as condutas praticadas por gerentes e pessoas em cargos de chefia fossem cometidas pela própria empresa”.
4. Para evitar que pequenos problemas ganhem enormes proporções é que Danielle Aragão destaca a necessidade da precaução. “Hoje nos preocupamos muito em resolver o problema, mas é igualmente importante utilizar medidas preventivas, deixando clara a cultura da empresa, para que situações desagradáveis no trabalho não aconteçam. Tudo o que ocorre entre os funcionários reflete na imagem da firma.”
sábado, 17 de maio de 2014
TURISMO. Viajar para o Exterior é mais vantajoso durante a Copa
Procura por pacotes de viagem durante a Copa do Mundo tem aumentado. Visitar um destino nacional no período chega a ser quatro vezes mais caro que um internacional
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)
| Brena Pessoa (em pé, de branco), a tia, a avó e o pai. Viagem planejada para Miami (EUA) durante a Copa. Foto: Álbum pessoal |
O mercado do turismo está aquecido. Devido à proximidade da Copa do Mundo, agências de viagens ofertam pacotes nacionais e internacionais a preços variados. Quem deseja acompanhar os jogos de perto, visitando as cidades-sede no período, pode desembolsar quatro vezes mais que se escolhesse “fugir” do evento esportivo e viajar para fora do País.
Apaixonados por futebol, os irmãos Denise Mota, 20, e Pedro Ítalo Mota, 22, não pensaram duas vezes antes de planejar a viagem de um mês para a Europa. A ida, marcada para o dia 2 de julho, impede que os universitários assistam à final da Copa no País, mas não é empecilho para que a torcida continue lá fora.
“A final da Copa não foi suficiente para desistirmos de viajar. Os jogos a gente assiste por lá mesmo”, diz Denise. Paris, Londres e Berlim são algumas das cidades que os irmãos visitarão. Excluindo as passagens aéreas e os seguros, a excursão custou, para cada um, cerca de R$ 10 mil.
O período de férias e o verão propiciaram a escolha da viagem no período, motivos que Ricardo Fusco, diretor da agência Aldeia Mundo, atribui como uns dos mais relatados pelos que procuram sair do País durante os jogos. “As pessoas estão fugindo da Copa”, afirma, ressaltando que a estabilização dos preços para visitar um destino internacional ocasionou um aumento da demanda.
O valor de uma viagem durante a Copa do Mundo pode variar consideravelmente, dependendo do destino: visitar as cidades-sede dos jogos pode custar quatro vezes mais que uma viagem para fora do Brasil. Segundo levantamento feito pelo O POVO, partir de Fortaleza para Buenos Aires em 12 de junho, dia da abertura dos jogos, e retornar duas semanas depois, gira em torno de R$ 2 mil. Nas mesmas condições, uma viagem para Recife custaria R$ 8 mil, incluindo somente o preço das passagens aéreas e da hospedagem.
A valorização dos destinos nacionais impulsionou a procura pelos internacionais, como explica a agente de viagens da Casablanca Turismo, Renata Almeida. “A saída do Brasil na Copa é uma relação de custo-benefício. O preço não diminuiu, mas também não chega a ser tão caro como na alta estação”.
Custos
Em vez de viajar em agosto ou setembro, quando os valores são menores, o brasileiro viu a possibilidade de combinar a partida com as férias, sem precisar, por isso, faltar ao trabalho. Brena Pessoa, 24, irá realizar um cruzeiro em Miami (EUA) com o pai, a avó e uma tia. Para conseguir um preço mais acessível, a viagem foi planejada com antecedência.
“Não queríamos ficar para a Copa e escolhemos um destino internacional por ser praticamente o mesmo preço de um nacional”, diz Brena. Um pacote de 14 dias para Miami, com passagens e hospedagem, custa R$ 3.960,98. Se a viagem for para Salvador, o preço é de R$ 3.271,08.
Outras cidades-sede também estão valorizadas, como é o caso do Rio de Janeiro - R$ 7 mil. Para ir a Paris, o turista brasileiro economizaria cerca de R$ 1.500, viajando por uma média de R$ 5.500,00.
A diferença de preços não significa que a procura por viagens locais tenha diminuído. Renata Almeida destaca uma elevada demanda para visitar cidades que não sediarão jogos.
A agente destaca, entretanto, que os valores das viagens internas e externas não devem diminuir. O turista que iniciar o planejamento este mês pode conseguir ofertas até 10% mais caras em relação ao preço oferecido em fevereiro/março.
MOEDAS ESTRANGEIRAS
Casas de câmbio têm aumento na procura
A demanda de quem vai viajar para fora do País em junho e julho afetou diretamente na oferta de moedas estrangeiras. Casas de câmbio e bancos têm sentido uma procura maior que o comum, como afirma o gerente da Western Union de Fortaleza, Adoniran Rodrigues. “A demanda de abril superou as nossas expectativas. Tivemos um aumento de 60% em relação ao mês anterior”.
O operador de câmbio da Ceará Travel, Marcelo Vieira, reitera a procura atípica e atribui à “fuga da Copa” um dos fatores para a redução da oferta de moeda estrangeira no mercado em maio, uma vez que grande parte dos que desejam sair do País no período realizaram a troca com antecedência.
Quem deseja comprar euro no Banco do Brasil terá de esperar. Em abril, a instituição financeira recebeu demanda pela moeda em espécie acima da média histórica dos meses anteriores, o que provocou o esgotamento do saldo, segundo informou a assessoria de imprensa. Até o fim de maio, a oferta de euro deve ser restabelecida.
DESTINOS*
NÚMEROS
4 vezes mais caro pode ser a viagem nacional em relação a uma internacional
8 mil é o preço de uma viagem a Recife no período da Copa
Links: http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2014/05/17/noticiasjornaleconomia,3252079/viajar-para-o-exterior-e-mais-vantajoso-durante-a-copa.shtml
http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2014/05/17/noticiasjornaleconomia,3252085/casas-de-cambio-tem-aumento-na-procura.shtml
Apaixonados por futebol, os irmãos Denise Mota, 20, e Pedro Ítalo Mota, 22, não pensaram duas vezes antes de planejar a viagem de um mês para a Europa. A ida, marcada para o dia 2 de julho, impede que os universitários assistam à final da Copa no País, mas não é empecilho para que a torcida continue lá fora.
“A final da Copa não foi suficiente para desistirmos de viajar. Os jogos a gente assiste por lá mesmo”, diz Denise. Paris, Londres e Berlim são algumas das cidades que os irmãos visitarão. Excluindo as passagens aéreas e os seguros, a excursão custou, para cada um, cerca de R$ 10 mil.
O período de férias e o verão propiciaram a escolha da viagem no período, motivos que Ricardo Fusco, diretor da agência Aldeia Mundo, atribui como uns dos mais relatados pelos que procuram sair do País durante os jogos. “As pessoas estão fugindo da Copa”, afirma, ressaltando que a estabilização dos preços para visitar um destino internacional ocasionou um aumento da demanda.
O valor de uma viagem durante a Copa do Mundo pode variar consideravelmente, dependendo do destino: visitar as cidades-sede dos jogos pode custar quatro vezes mais que uma viagem para fora do Brasil. Segundo levantamento feito pelo O POVO, partir de Fortaleza para Buenos Aires em 12 de junho, dia da abertura dos jogos, e retornar duas semanas depois, gira em torno de R$ 2 mil. Nas mesmas condições, uma viagem para Recife custaria R$ 8 mil, incluindo somente o preço das passagens aéreas e da hospedagem.
A valorização dos destinos nacionais impulsionou a procura pelos internacionais, como explica a agente de viagens da Casablanca Turismo, Renata Almeida. “A saída do Brasil na Copa é uma relação de custo-benefício. O preço não diminuiu, mas também não chega a ser tão caro como na alta estação”.
Custos
Em vez de viajar em agosto ou setembro, quando os valores são menores, o brasileiro viu a possibilidade de combinar a partida com as férias, sem precisar, por isso, faltar ao trabalho. Brena Pessoa, 24, irá realizar um cruzeiro em Miami (EUA) com o pai, a avó e uma tia. Para conseguir um preço mais acessível, a viagem foi planejada com antecedência.
“Não queríamos ficar para a Copa e escolhemos um destino internacional por ser praticamente o mesmo preço de um nacional”, diz Brena. Um pacote de 14 dias para Miami, com passagens e hospedagem, custa R$ 3.960,98. Se a viagem for para Salvador, o preço é de R$ 3.271,08.
Outras cidades-sede também estão valorizadas, como é o caso do Rio de Janeiro - R$ 7 mil. Para ir a Paris, o turista brasileiro economizaria cerca de R$ 1.500, viajando por uma média de R$ 5.500,00.
A diferença de preços não significa que a procura por viagens locais tenha diminuído. Renata Almeida destaca uma elevada demanda para visitar cidades que não sediarão jogos.
A agente destaca, entretanto, que os valores das viagens internas e externas não devem diminuir. O turista que iniciar o planejamento este mês pode conseguir ofertas até 10% mais caras em relação ao preço oferecido em fevereiro/março.
MOEDAS ESTRANGEIRAS
Casas de câmbio têm aumento na procura
A demanda de quem vai viajar para fora do País em junho e julho afetou diretamente na oferta de moedas estrangeiras. Casas de câmbio e bancos têm sentido uma procura maior que o comum, como afirma o gerente da Western Union de Fortaleza, Adoniran Rodrigues. “A demanda de abril superou as nossas expectativas. Tivemos um aumento de 60% em relação ao mês anterior”.
O operador de câmbio da Ceará Travel, Marcelo Vieira, reitera a procura atípica e atribui à “fuga da Copa” um dos fatores para a redução da oferta de moeda estrangeira no mercado em maio, uma vez que grande parte dos que desejam sair do País no período realizaram a troca com antecedência.
Quem deseja comprar euro no Banco do Brasil terá de esperar. Em abril, a instituição financeira recebeu demanda pela moeda em espécie acima da média histórica dos meses anteriores, o que provocou o esgotamento do saldo, segundo informou a assessoria de imprensa. Até o fim de maio, a oferta de euro deve ser restabelecida.
DESTINOS*
1. Recife
R$ 8.224,21
2. Rio de Janeiro
R$ 6.959,61
3. Nova York (EUA)
R$ 5.904,42
4. Paris (FRA)
R$ 5.660,21
5. Miami
R$ 3.960,98
6. Salvador
R$ 3.271,08
7. Buenos Aires (ARG)
R$ 2.358,27
8. São Paulo
R$ 2.097,04
*Consulta realizada no dia 16/5/2014, no site CVC Viagens. Os preços incluem passagens aéreas e hospedagem com ou sem café da manhã entre os dias 12 de junho e 26 de junho de 2014. Ofertas mais baratas disponíveis no site. Preço por pessoa
R$ 8.224,21
2. Rio de Janeiro
R$ 6.959,61
3. Nova York (EUA)
R$ 5.904,42
4. Paris (FRA)
R$ 5.660,21
5. Miami
R$ 3.960,98
6. Salvador
R$ 3.271,08
7. Buenos Aires (ARG)
R$ 2.358,27
8. São Paulo
R$ 2.097,04
*Consulta realizada no dia 16/5/2014, no site CVC Viagens. Os preços incluem passagens aéreas e hospedagem com ou sem café da manhã entre os dias 12 de junho e 26 de junho de 2014. Ofertas mais baratas disponíveis no site. Preço por pessoa
NÚMEROS
4 vezes mais caro pode ser a viagem nacional em relação a uma internacional
8 mil é o preço de uma viagem a Recife no período da Copa
Links: http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2014/05/17/noticiasjornaleconomia,3252079/viajar-para-o-exterior-e-mais-vantajoso-durante-a-copa.shtml
http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2014/05/17/noticiasjornaleconomia,3252085/casas-de-cambio-tem-aumento-na-procura.shtml
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