sábado, 15 de fevereiro de 2014

Planos de saúde] Camed Vida aguarda autorização da ANS para transferência de clientes

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pode ou não conceder a decisão

Andressa Bittencourt (andressabitten@opovo.com.br)

A negociação entre a Camed Vida, empresa do Grupo Camed, e a Unimed sobre a transferência de cerca de 55 mil clientes ainda aguarda autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Portanto, segundo assessoria de imprensa da Camed Vida, a concessão pode ou não acontecer, e a ANS tem tempo indefinido para responder a solicitação.

Se a transferência for autorizada, a Unimed será responsável pelo atendimento de 55 mil clientes que fazem parte da Camed Vida. Essa quantidade, no entanto, pode ser menor, dependendo da decisão da ANS, que também determinará quais serão os planos específicos a serem migrados.

A Camed Vida continuará funcionando após a transferência, caso esta ocorra, já que somente uma parte dos planos contratados estão passíveis de mudança para a Unimed.

Somente após a autorização, os beneficiários escolhidos terão informações detalhadas de como proceder com a mudança.

 Os funcionários do Banco do Nordeste não serão afetados com a medida, pois fazem parte de outra empresa do grupo, a Camed Saúde.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Últimos dias da Exposição "Mario Cravo Jr. Esculturas"

Andressa Bittencourt (andressabitten@gmail.com)

"Amarração" é uma das obras expostas. Foto: Andressa Bittencourt
O Palacete das Artes - Rodin Bahia recebe, até o fim deste mês, a exposição "Mario Cravo Jr. Esculturas". A mostra homenageia os 90 anos do artista plástico e escultor baiano e está em cartaz desde janeiro de 2013. Cerca de 60 obras, de diferentes épocas, compõem a exposição.

Borracha, ferro, fibra de vidro e madeira são alguns dos materiais utilizados nas esculturas de grande, média ou pequena dimensões. De acordo com o titular da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult BA), Albino Rubim, a obra de Cravo "transita entre a cultura internacional e o local".

Trazendo obras de inspiração nas crenças, tradições, costumes e mitos populares, o trabalho de Mario Cravo Jr. reflete a "essência do povo". Um documentário sobre a vida e a obra do escultor também faz parte da mostra, além de textos de Jorge Amado e do artista plástico Carybé.

Expoente
Mario Cravo Jr. é considerado o maior expoente da modernidade baiana dos anos 40 e 50. 
Sua primeira exposição individual aconteceu em 1947, pouco antes de se mudar para Nova York, onde instalou um ateliê. O escultor morou também em Berlim, em 1964. No Brasil, fez parte da primeira geração de artistas plásticos modernistas da Bahia, ao lado de Carlos Bastos (1925), Genaro (1926 - 1971) e Carybé (1911 - 1997).

Outras obras do artista podem ser contempladas no Espaço Cravo - Parque das Esculturas, localizado no  Parque de Pituaçu (Av. Jorge Amado, Graça, Salvador - Bahia).



Serviço
Exposição Mario Cravo Jr. Esculturas
Quando: Janeiro de 2014
Onde: Palacete das Artes, Rua da Graça, 284, Graça, Salvador - Bahia
Realização: Palacete das Artes, DIMUS/IPAC/Secult/BA
Gratuito.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

UFC Repórter - Estatuto do Idoso 10 anos depois



UFC  Repórter, programa produzido pelos alunos de Jornalismo Andressa Bittencourt, Fátima Babini, João Vítor Cavalcante, Larissa Colares, Monique Lessa e Vicente Neto.

Apresentação: Andressa Bittencourt
Produção: Andressa Bittencourt, Fátima Babini, Larissa Colares
Reportagem: Monique Lessa, João Vítor Cavalcante, Vicente Neto
Imagens: Cláudio Landim
Edição: Alencar Júnior
Direção: Kamila Fernandes

Outubro/2013.

Disciplina: Laboratório de Telejornalismo
Professora: Kamila Fernandes

A Velha Nova Seca



Minidocumentário produzido pelos alunos de Jornalismo Andressa Bittencourt, Fátima Babini, João Vitor Cavalcante, Larissa Colares, Monique Lessa e Vicente Neto, da Universidade Federal do Ceará - UFC.

Setembro/2013.

Disciplina: Laboratório de Telejornalismo
Professora: Kamila Fernandes
Imagens: Cláudio Landim
Edição: Alencar Júnior

Direção Geral: Kamila Fernandes

IJF - Muito Além do Eixo Vermelho

Série de reportagens radiofônicas produzidas pelos Alunos de Jornalismo Andressa Bittencourt, Liana Ibiapina, Luana Barros, Roberta Souza e William Santos, da Universidade Federal do Ceará - UFC.
Junho/2013
Semestre: 5 °
Disciplina: Radiojornalismo II
Professor: Edgard Patrício

Locução: Roberta Souza e William Santos
Edição: Andressa Bittencourt

IJF - Muito Além Do Eixo Vermelho (Matéria 1) 

IJF - Muito Além Do Eixo Vermelho (Matéria 2) 

IJF - Muito Além Do Eixo Vermelho (Matéria 3) 

IJF - Muito Além Do Eixo Vermelho (Matéria 4) 

IJF - Muito Além Do Eixo Vermelho (Matéria 5) 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Súditos] A estrada como a maior "professora da vida"

Entre garçons, levianas, raposas e uvas, são mais de 300 composições gravadas. Reginaldo fazia, em média, 20 espetáculos por mês em passagens por todo o Brasil. Entre seu público, súditos que agora lamentam a morte do Rei. “Sem dúvida uma grande perda para a música. Quem gosta de brega admira o trabalho dele”, afirma a DJ Manuh Beserra, que há um ano está à frente do projeto Arlindo Cai na Fossa, voltado para o repertório brega no Boteco do Arlindo, no Bairro de Fátima. “O brega perdeu um rei que dedicou toda sua vida a um gênero musical muitas vezes renegado”.
Além de se sobressair como o romântico cantor dos prazeres e desilusões das paixões, Reginaldo se firmou como defensor do gênero musical, muitas vezes, considerado menor. “O brega canta o que ninguém quer ouvir. As dores dos cornos, a vida das prostitutas e as angústias do amor. O brega é visceral, vem lá de dentro”, afirma Bele Câmara, graduanda em Jornalismo e pesquisadora da música brega e seus estereótipos femininos em trabalho acadêmico chamado “Levianas”, uma homenagem a Reginaldo.
“Nada pode ser mais ofensivamente verdadeiro do que as lamentações de Waldick Soriano, Odair José e do grande rei, Reginaldo Rossi. Pena que agora quem lamenta somos nós”, diz Bele. Para a pesquisadora, Reginaldo é destaque também pela “luta social discreta” que, por vezes, imprimia em sua música. “Para essas lutas eles só tinham uma defesa. ‘Tenho uma arma mais forte, sou feito de amor’, como cantava docemente embriagado Reginaldo Rossi”.
O jornalista Xico Sá, de batismo Francisco Reginaldo, lastimou a morte do seu “xará” nas redes sociais. Xico se diz orgulhoso do trabalho do artista. “O Recife canta Reginaldo como ideia da romântica canção dos trópicos que embala os corações que amam simplesmente a ideia do amor como guia, existência, gozo e surto”. “O que vai ser de nós sem ele é que ele vai ficar do lado sempre, não tem jeito. Amor eterno”, postou a cantora Karina Buhr. “A música Brega é talvez a mais popular. Seu rei está morto. Passou a vida fazendo o que mais amava: cantar”, compartilhou o apresentador Serginho Groisman na web.
Em entrevista ao O POVO em janeiro de 2006, Reginaldo falou sobre o carinho do público, dos muitos amigos e do preconceito ao brega. “Sou muito feliz. Tenho amigos maravilhosos. Agora, os pseudointelectuais que baterem comigo vão perder. Porque além de eu ter estudado um bocado, tenho a estrada, que é a maior professora da vida”. (Paulo Renato Abreu e Andressa Bittencourt / Especiais para O POVO).

Luto] O adeus a Heloísa Juaçaba, grande dama da arte do Ceará

O Ceará perde Heloísa Juaçaba, pintora, produtora e protagonista de destaque nas artes cearenses ao longo dos últimos 50 anos


Heloísa em foto do ano passado: uma líder do mundo artístico.
Foto: Kleber A. Gonçalves - 7/2/2012
Em 87 anos de vida, Heloísa Juaçaba ajudou a dar contorno à história das artes no Ceará. Pintora, desenhista, tapeceira, escultora e gestora cultural, a mulher que era referência de pioneirismo e dedicação à arte cearense morreu na noite da última terça-feira. Dona de obra cheia de referências à cultura nordestina, Heloísa Juaçaba se recuperava de uma pneumonia desde maio deste ano. Ela morreu na própria residência e seu corpo foi enterrado ontem à tarde no Cemitério São João Batista.
“Ela se foi de morte natural, com lucidez e de modo suave, assim como viveu. A idade estava avançada e ela estava sendo cuidada em casa desde que teve uma pneumonia e ficaram as sequelas”, afirma Lúcia Galvão, jornalista e grande amiga de Heloísa. Lúcia conta que a artista se manteve “falando bem e com clareza”, inclusive, durante o último encontro das duas, no sábado passado. “Ela falava muito na vida, da pressa do dia-a-dia, de como a vida da gente se desenvolve e depois para. Mas sempre falando em vida. Morte era uma palavra que não existia no vocabulário dela”.
Incentivadora
Cearense natural da Serra de Guaramiranga, Heloísa Jaçuaba é destaque nas artes plásticas cearenses desde a década de 1950, quando iniciou carreira na Sociedade Cearense de Artes Plásticas (Scap). Além de passear com maestria por muitos movimentos como abstracionismo, construtivismo, cubismo e de ser dona de considerável capacidade de cruzar linguagens artísticas, ela foi também importante incentivadora dos artistas e dos espaços culturais no Ceará.
A artista fundou, em 1967, o Centro de Artes Visuais, depois chamado de Casa de Cultura Raimundo Cela, onde foi diretora por oito anos. Esse espaço serviu como escola de arte para nomes como Sérgio Lima, Roberto Galvão e Descartes Gadelha. Além disso, Heloísa participou da fundação do Museu de Arte da UFC, da organização do Museu de Arte e Cultura Populares do Ceará, para onde doou 920 peças do seu acervo particular. A artista foi também membro do Conselho Estadual de Cultura, diretora do Departamento de Cultura da Prefeitura de Fortaleza e coordenadora no Ceará do Sistema Nacional de Museus.
“Ela era uma pessoa muito abnegada, fazia muito pelos artistas daqui. Ela ajudou muita gente e fazia isso naturalmente, era dela ser assim. Gostava muito dos artistas e queria ver o progresso deles. Ela era empenhada e muito sensível a temas culturais”, conta Lúcia Galvão, afirmando que ela impulsionou muitos movimentos artísticos no Estado.
Heloísa participou de muitas mostras coletivas e individuais, sendo, muitas vezes, premiada. Ela expôs no Salão de Abril por vários anos desde 1953, no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (Mauc), no Espaço Cultural Correios, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, na Bienal de São Paulo, na Galeria de Arte Vicente Leite e em muitos outros espaços.
Família e liberdade
Antes da exposição no I Salão dos Novos, em 1952, que marcou a estreia da artista. Heloísa havia chamado atenção da família ao desenhar retrato da mãe, dona Hermínia, relevando um talento em comum para as artes plásticas. Ela, porém, só se tornou artista na 
fase adulta. 
Mãe de cinco filhos, Heloísa foi artista em época que a presença das mulheres nas artes ainda não eram tão comum. Ela não só produziu como trabalhou para difundir e divulgar a arte local. Do marido, o médico Haroldo Juaçaba recebeu os primeiros pincéis e telas e o apoio necessário para a carreira. 
Em entrevista ao O POVO, em junho de 2010, a artista falou sobre a importância da relação familiar com a obra dela. 
“Sempre gostei muito de liberdade, fui criada entre isso. Fui a última de nove filhos e quando eu era moça, mamãe levava muito para passear”, disse a artista.
E foi recorrendo à arte moderna como expressão de liberdade que Heloísa Juaçaba se manteve mais de 60 anos produzindo, discutindo, defendendo e divulgando arte.
Repercussão
“A despedida de Heloísa Juaçaba entristece o Ceará e o Brasil. Ao longo de sua vasta trajetória, ela deixou um inestimável legado no desenho, na pintura, na escultura, com uma sensibilidade especial para os temas do Nordeste. Devem ser sempre lembradas sua marcante atuação na Sociedade Cearense de Artes Plásticas e sua importante contribuição como gestora cultural. O Ceará lamenta a perda de uma de suas grandes tradutoras”. Paulo Mamede, secretário de cultura do Ceará 
“Dona Heloísa Juaçaba era uma querida, na acepção maior e mais forte que essa palavra pode ter. Era uma figura cujo talento principal estava na arte da generosidade. Dona Heloísa soube, como poucos, criar e fomentar a criatividade alheia. Foi uma incansável batalhadora pela construção de um Ceará mais colorido e possível aos artistas. Em vida, tornou-se uma referência e assim merece ser lembrada”. Magela Lima, secretário de Cultura de Fortaleza
“A Heloísa tem grande importância por sua atuação em diversos setores da cultura. Na implantações de museus - como o Museu Dom José, em Sobral; e o Museu Sacro de Aquiraz -, enquanto produtora cultural e enquanto artista. É da 2ª geração da Scap, foi uma das introdutoras do cubismo e do construtivismo no Ceará. Contribuiu com inovação significativa para as artes, foi pavimentadora,  sedimentadora e divulgadora”. Roberto Galvão, artista plástico
“A minha declaração só pode ser de pesar pela morte de Heloísa. Ela, que muito trabalhou pela arte no Ceará, foi uma protetora de jovens artistas que entravam no ramo, foi patrocinadora do Centro de Artes Visuais de Fortaleza e fez um movimento renovador da arte no estado. Perdemos uma pessoa de grande importância no movimento artístico que, além das qualidades pessoais, como a solidariedade com as pessoas, patrocinou fortemente as artes”. Estrigas, artista plástico
(Colaborou Andressa Bittencourt/Especial para O Povo)